Campos Gerais já trabalha com agricultura de precisão
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sexta-feira, 07 de junho de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Ponta Grossa - Os produtores da região dos Campos Gerais, no centro sul do Estado, começam este ano a colocar em prática o conceito de agricultura de precisão. O trabalho, no entanto, começou há quatro anos, com a coleta de dados em 15 propriedades espalhadas pela região. Auxiliados pela Fundação ABC, os produtores poderão já nesta safra fazer intervenções nas suas propriedades, promovendo uma adubação a taxas variadas.
O objetivo final é aumentar a produtividade, meta que a pesquisa já provou ser possível de alcançar. No milho, a produtividade pode aumentar até 50% com aplicação das técnicas que envolvem a agricultura de precisão.
O agrônomo Marcos Valentini, que coordena o projeto, explica que o primeiro passo deste trabalho foi o levantamento de dados da região. Não adianta o produtor investir U$ 20 mil em um GPS se ele não tem uma base de dados que oriente a interpretação das informações coletadas pelo GPS, explica. Os dados coletados durante todo este período foram armazenados em um laboratório de informações geográficas.
A partir dessas informações os pesquisadores dividiram os diversos talhões que compõem as propriedades da região em unidades de manejo. Assim foi possível caracterizar cada unidade. Comparando o desempenho da lavoura em cada uma dessas unidades de manejo, o produtor consegue saber, por exempolo, qual cultivar apresentou o melhor desempenho.
Além disso, os pesquisadores também estão desenvolvendo estudos para que o conceito de precisão na agricultura saia do âmbito apenas do talhão. Em parceria com órgãos de pesquisa, estão sendo estudadas as origens dos solos da região. Tradicionalmente os agricultores fazem coleta para análise das condições dos seus solos. O que nós queremos é proporcionar ao agricultor uma análise específica de áreas menores, explica o agrônomo. Hoje existem análises para áreas de aproximadamente 100 hectares. A intenção é fazer esse reconhecimento em áreas de 20 hectares.
Conhecendo as peculiaridades de cada pequeno espaço do solo que detém, o produtor pode aplicar a adubação adequada para o espaço específico. É a chamada adubação a taxas variadas, através da qual chega-se a uma maior produtividade. A Fundação ABC já possui mapas dos solos de Castro, Carambeí, Tibagi e Piraí do Sul.


