Campo Mourão aumenta produção de vespinha
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sexta-feira, 21 de junho de 2002
Sid Sauer<BR>Equipe da Folha 
Campo Mourão - A produção de vespinhas da soja (Trissolcus basalis), usadas no controle biológico do percevejo da soja, bateu novo recorde este ano no Centro de Multiplicação da microbacia do Rio do Campo, em Campo Mourão. A Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente produziu 7.243 posturas de Nezara virídula que serão transformadas em 724.300 vespinhas para ações de controle, uma vez que o inseto é o preadador natural do percevejo.
No ano passado, a produção foi de 4.700 posturas e 450 mil vespinhas foram soltas nas lavouras de soja da microbacia do Rio do Campo. A microbacia, que tem 7.076 hectares, é conhecida por ser pioneira em uma série de medidas de controle ambiental. A aumento da produção do Trissolcus basalis foi possível através de uma parceria entre a Associação de Moradores da Bacia do Rio do Campo (Riocam) e órgãos do governo e prefeitura.
A ação faz parte do Projeto de Qualidade do Ambiente Produtivo Rural, que há mais de 20 anos realiza trabalho de recuperação e preservação ambiental. No final da década de 70, a microbacia do Rio do Campo foi pioneira na implantação do sistema de manejo integrado de solos e águas no Estado. Na época, foi implantado o sistema de terraceamento mecânico, adequação de estradas rurais e reflorestamento ciliar. Nos anos 80 vieram o plantio direito e os abastecedouros comunitários.
O controle biológico de pragas começou com a utilização do Baculovirus anticarsia no combate à lagarta da soja. Desde 1994 passou a contar com o Laboratório Comunitário de Multiplicação das vespinhas. Além disso, a área da microbacia utiliza exclusivamente produtos biológicos no combate de pragas. O trabalho já recebeu vários prêmios e atraiu a Campo Mourão especialistas até outros países para conhecer o projeto.


