Campanha unificada até dia 20
Incluído no Circuito Centro-Oeste, Estado espera autorização para fazer sorologias
Cláudia Barberato
Está em vigor em todo o Paraná, até o dia 20, a campanha de vacinação contra a febre aftosa. O Estado está há três anos sem ocorrência da doença e numa estratégia de conseguir a liberação de ‘‘área livre com vacinação’’, junto à Organização Internacional de Epizootias (OIE), órgão internacional do comércio que trata do controle de questões sanitárias na área animal e produtos de origem animal, unificou a campanha com outros Estados que formam o bloco Centro-Oeste brasileiro de pecuária.
A partir desse ano a campanha será feita nos meses de maio e novembro também em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins, os Estados que formam o bloco. Somente depois de feitas sorologias (exames de sangue) nos rebanhos desses Estados é que se poderá pedir junto a OIE a liberação de área livre. A sorologia serve para ‘‘rastrear’’ a existência ou não do vírus da aftosa nos animais.
ConscientizaçãoNo ano passado o índice de vacinação no Paraná chegou a 95%, segundo informações do chefe da Divisão Sanitária de Defesa Animal, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado, Felisberto Queiroz Baptista. Neste ano a Seab ‘‘confia na maior conscientização dos pecuaristas’’ e o objetivo é chegar aos 100%, vacinando as 9,2 milhões de cabeças bovídeas (bovinos e bubalinos). A rigor ao completar 24 meses sem ocorrência de focos da doença, o Estado pode pedir liberação de área com vacinação. Dos outros Estados que formam o Circuito Centro-Oeste, Minas Gerais está no limite, completando dois anos sem ocorrência.
De acordo com técnicos da Seab, o foco da aftosa ocorrido em fevereiro deste ano, em Porto Murtinho, no Mato Grosso, não deverá atrapalhar o andamento das providências de controle da aftosa nos Estados do Circuito Centro-Oeste. Batista garantiu, durante lançamento oficial da campanha da aftosa no Paraná, na última segunda-feira, dia 4, que no caso do Mato Grosso, como as providências foram tomadas rapidamente, o Ministério da Agricultura deverá levar isso em consideração para liberar os exames de sorologia nos animais.
Boa estruturaO foco que aconteceu em fevereiro em Porto Murtinho, no Mato Grosso, segundo Batista, foi debelado rapidamente, superando até recomendações internacionais para controle da aftosa. A liberação de um Estado ou mesmo Circuito Pecuário só deverá acontecer a partir do momento que for comprovado que os Estados produtores têm estrutura montada para agir rápido caso ocorra algum foco. Mesmo numa área liberada com vacinação não é impossível acontecer um foco. Mas, se isso acontecer, é preciso que se tenha estrutura montada para agir rápido.
Denunciar infratoresO lançamento da campanha no Paraná foi feito na Fazenda Santa Cecília, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, de propriedade do presidente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Nélio Ribas, pelo secretário de Estado da Agricultura, Antônio Leonel Poloni. Poloni e Ribas incentivaram que os produtores de uma mesma região concentrem a vacinação num mesmo dia e denunciem os infratores.
Durante a semana, uma comissão da Seab esteve em Brasília para pedir junto ao Ministério da Agricultura a liberação para as sorologias (exames de sangue) a serem feitas numa amostragem do rebanho de todo o Centro-Oeste brasileiro. Na próxima reunião da OIE deverá ser encaminhado somente os pedidos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul como áreas livres com vacinação.
Fácil controleDe acordo com o técnico da Seab, as vacinações em épocas diferentes, dificultava o intercâmbio comercial intenso entre estes Estados do Centro-Oeste. Com datas unificadas há garantias de que quando a situação é boa num Estado será boa também nos outros. (Colaborou Vânia Casado, da sucursal de Curitiba).

mockup