Campanha no estado tenta conter avanço da doença
A ameaça do greening exige esforço conjunto de produtores e órgãos governamentais. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná emitiu legislação específica - a resolução secretarial 37/2006 - para as plantas de Murta, hospedeira da doença. Segundo a agronôma Dirlene Rinaldi, do Departamento de Fiscalização Vegetal (Defis), técnicos inspecionam pomares, coletam amostras de folhas para análises laboratoriais e notificam prorietários de áreas afetadas para que as plantas sejam eliminadas
A doença também está no alvo de uma campanha, por meio de cartilhas e cartazes, coordenada por um grupo de trabalho que reúne as cooperativas Integrada, Corol e Cocamar, Indústria Citri, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), através do Senar, a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado o Paraná (Fetaep).
Segundo o Defis, desde 2007 foram vistoriadas 589 propriedades em todo o estado. No ano passado 293.239 plantas foram vistoriadas e este ano até agora quase 140 mil laranjeiras foram inspecionadas. Desde o registro da doença no Paraná, 2.820 plantas foram eliminadas, sendo 53 em 2007 e 2.767 neste ano.
A técnica afirma que os citricultores devem tomar uma atitude assim que as plantas apresentarem os sintomas. ''Os produtores devem informar imediatamente a Seab, Emater, ou a cooperativa. Não podem esconder o problema, porque pode significar 'o começo do fim do pomar'', alerta. Ela lembra ainda que quem não cumprir as determinações legais pode ser autuado e multado ''por propiciar a disseminação de doenças''. (R.C.)





