Se depender dos moinhos, o trigo nacional vai continuar a ter liquidez durante o período de comercialização, como vem ocorrendo nos últimos três anos. O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Roland Guth, anunciou a decisão do segmento de assinar pela terceira vez consecutiva o protocolo firmado pelas indústrias que prioriza a compra do trigo nacional.
  O protocolo faz parte da contribuição do setor para o Plano de Recuperação da Triticultura Nacional, que prevê a produção de 60% da demanda nacional até 2007. A intenção é reduzir a dependência do produto importado. Para se ter uma idéia, no ano passado a demanda de consumo foi de 10 milhões de toneladas de trigo e foram importados 7 milhões de toneladas.
  Segundo Guth, se a produção nacional de trigo atingir 4,5 milhões de t como está se prevendo, a importação do grão deve cair para 6 a 6,5 milhões de t. De acordo com o empresário, as indústrias estão mais satisfeitas com a qualidade do trigo nacional que vem melhorando nos últimos anos. Guth disse ainda que a volatilidade do câmbio e dificuldades de importação de trigo da Argentina são fatores que pressionam os moinhos a priorizar a compra da produção nacional.(V.C.)

mockup