Câmara Técnica busca fortalecer cadeia do cereal
Na tentativa de fortalecer a cadeia produtiva do trigo no Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo) criaram, no último dia 22, a Câmara Técnica Trigo Mais Paraná. A proposta é promover reuniões periódicas com representantes do setor para troca de informações e busca de soluções conjuntas. Entre os temas abordados no primeiro encontro estavam qualidade do produto, logística, redução de área plantada e influência do câmbio.
O presidente do Sinditrigo do Paraná, Marcelo Vosnika, acredita que a má fase enfrentada pelo trigo não será permanente e é consequência também da opção pelo milho se apresentar mais vantajosa este ano. Segundo ele, o preço do cereal deve se elevar no próximo ano, reflexo da redução de 8% na produção do Mercosul. Vosnika aponta a importação do trigo argentino como um dos principais problemas para o trigo nacional, o que pode ser observado pelo fato de que 20% do mercado nacional já está tomado com farinha argentina. ''Todos estão perdendo com isso'', critica.
Na opinião de Vosnika, o alinhamento de qualidade à demanda da indústria pode ser uma das soluções para essa questão. ''Com a nova classificação de qualidade, o objetivo é aumentar a tecnologia usada para produção, ampliar a liquidez e as opções de mercado consumidor. Para isso, é preciso produzir o que o mercado quer comprar'', analisa. O Paraná conta com 72 moinhos que realizam a moagem de 2,65 milhões de toneladas por ano. A região Oeste concentra o maior número de indústrias, cujo foco é a produção de farinhas para a linha industrial, que representam 44,66% do total. Hoje, cerca de 60% do trigo comprado pelos moinhos do Paraná é proveniente do próprio Estado, mas a Argentina ainda fornece 15%, o Paraguai 11% e o Rio Grande do Sul 9%.(M.F)





