Câmara da Carne discute rastreamento por propriedade
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sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Reportagem Local 
Reportagem Local
A proposta de certificação de origem para propriedades de pecuária bovina de corte será discutida na próxima semana na Câmara Setorial da Carne em Brasília e depois passará pelo comitê técnico do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). A palavra final será do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A proposta foi apresentada na semana passada em Porto Alegre(RS), durante reunião do Fórum Nacional Permanente de Corte. O material foi apresentado pelo diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) Nelson Pineda e dois técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O projeto também será apresentado na reunião entre o Ministério e representantes do mercado internacional de 15 e 19 de setembro, em Bruxelas, na Bélgica.
O projeto prevê a reestruturação do Banco Nacional de Dados do Sisbov para o registro das fazendas. Com isso, deverá ser criado o Registro Geral de Propriedades. Segundo o diretor da ABCZ, deverão ser feitas adequações nos regulamentos do Mapa que tratam do assunto para incorporar a nova proposta.
A emissão dos certificados de origem ficará a cargo das certificadoras credenciadas pelo ministério. Elas ficarão responsáveis ainda pelo registro do Protocolo de Produção e Controle da propriedade na Unidade Veterinária Local da Secretaria Estadual da Agricultura.
O documento deverá descrever o funcionamento do sistema de produção da fazenda, além de conter informações mínimas conforme as normas e condições sanitárias e de produção.
Mesmo com a mudança, o pecuarista que optar pela certificação por propriedade deve continuar fazendo a identificação individual dos animais. Já o frigorífico abatedor deverá dar prosseguimento ao sistema de certificação, mediante a correlação entre os animais certificados e os respectivos lotes de carne bovina para exportação ou comercialização no mercado interno.
Segundo Nelson Pineda, desde o início da implantação da rastreabilidade no Brasil, a ABCZ propõe fazer a certificação por propriedade. Esse método está mais próximo da realidade das fazendas, diz.


