Cafés especiais não solucionam crise
Francisco Barbosa, do Denac, informou que nos Estados Unidos o mercado de especiais cresce 15% ao ano, enquanto o de café comum cresce de 1% a 1,2%. No Brasil, o técnico também acredita que o mercado deva se ampliar. ''Nas capitais, a demanda é crescente'', comentou. Apesar desse contexto, ele considera que a produção de cafés especiais não pode ser encarada como solução para a crise da cafeicultura mundial. O problema dos baixos preços, defende, deve ser enfrentado com alternativas para aumentar o consumo de café comum, oferecendo ao mercado opções de qualidade.
Para agregar novos consumidores, a indústria cafeeira precisa se conscientizar sobre a importância de utilizar matéria-prima de boa procedência. Segundo ele, algumas processadoras misturam resíduo de café arábica e robusta ao produto que será vendido nas gôndolas de supermercado. ''A bebida fica com gosto amargo e queimado, inibindo o consumo'', analisou.
Barbosa esclareceu que apesar de muitas indústrias ainda utilizarem matéria-prima de qualidade duvidosa, a conjuntura está mudando. O especialista informou que a Associação Brasileira de Indústrias de Café (ABIC) planeja lançar um selo de qualidade mais abrangente que o atual selo de pureza. O objetivo é garantir ao consumidor o direito de saber o conteúdo do café que está comprando. (C.A.)





