As adversidades na produção de café no Paraná são muitas. Baixo preço pago aos produtores pela saca, falta de investimentos, entre outros problemas acompanham o cafeicultor há décadas. Contudo, os paranaenses que não desistiram da atividade estão investindo em novas tecnologias de produção para elevar os índices de produtividade.
O Paraná produz, em média, 25 sacas por hectare (ha). Há oito anos, a produtividade não passava de 14 sacas/ha. José Hess, engenheiro agrônomo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), explica que o Estado tem adotado novos métodos de plantio e cultivares mais produtivas. Para ele, é preciso maximizar ainda mais a produção para tornar a atividade lucrativa.
Porém, Hess avalia que a falha no relacionamento entre os órgãos ligados à assistência técnica e à pesquisa e o produtor é um dos fatores que impede o bom desenvolvimento da cafeicultura no Estado. Por meio de encontros e reuniões técnicas promovidos pela entidade, Hess acredita que essa distância entre esses departamentos pode ser encurtada. Para ele,mo Brasil produz café de qualidade, agora só é necessário fazer um bom marketing do produto.

Desequilíbrio
Walter Ferreira Lima, presidente da Comissão Estadual do Café da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, afirma que o baixo volume de café produzido pelos produtores paranaenses dificulta a negociação de preços. Com o valor do produto baixo, Lima explica que fica mais difícil para o produtor fazer investimentos na área da mecanização, por exemplo.
O especialista afirma que para melhorar os rendimentos, o cafeicultor necessita, primeiramente, fazer a perspectiva de futuro, ou seja, traçar um objetivo. Além disso, Lima acredita que o associativismo e a mecanização podem ajudar o produtor a alavancar seu potencial produtivo. "É impossível continuar com a cafeicultura no Estado sem mecanização", destaca.

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