O cafeicultor Wilson Baggio cobriu com sacos de papel 200 mil pés de café novos que foram plantados em fevereiro-março. Este tipo de proteção fora usado pelo produtor no ano passado, e na sua opinião as plantas que foram cobertas sofreram menos estresse provocado pelo vento frio. ‘‘Comparando com as plantas-testemunhas que ficaram sem proteção, verifiquei que o café protegido ficou mais viçoso e mais forte. E repetimos a prática neste ano’’, explica.
O produtor diz que não foi possível ainda avaliar a eficiência dos sacos de papel no caso de geada, porque não geou no ano passado e até agora também não, mas o cafeicultor diz que prefere não fazer este teste e acha melhor continuar se prevenindo. ‘‘Antes fazíamos o enterrio das plantas novas, mas além de trabalhoso, morriam muitas plantas nos procedimentos de cobrir e descobrir, cobrir e descobrir’’, comenta Baggio.
No método do saco de papel, a proteção foi colocada no início de junho e só vai ser retirada no final de agosto. ‘‘Esta prática também dá trabalho e tem custos, mas acho que compensa, pois vejo os benefícios no desenvolvimento dos cafés novos’’, diz. (C.C.)

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