Cafeeiro tenta manter espécie
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Jota Oliveira De Londrina 
No sítio Água do Gaviãozinho, de Luiza Carvalho, em Ibiporã, também geou; a geada sapecou ou queimou os cafeeiros mas, como em outros municípios paranaenses, em muitas lavouras brotou a primeira e fraca florada, indicando
dificuldades para gerar a próxima safra.
As lavouras novas, em fase sensível à queda de temperatura, como aquele cafezal, ocupam 20.311 dos 162.343 hectares de café plantados no Paraná. As geadas comprometeram a próxima safra, mas não a produção deste ano, que já es tava garantida. Antes das geadas, os cafeeiros tinham sido debilitados pela estiagem.
Calcula-se que as perdas no próximo ano deverão passar dos 70% e as geadas prejudicaram a rentabilidade e a qualidade da produção atual de café. Apesar do prejuízo elevado, os danos das geadas deste último ano do Século 20 são inferiores aos prejuízos sofridos pela cafeicultura paranaense em 1975, quando o Estado tinha 1.158.270 ha de cafeeiros, reduzidos a 749.709 ha em 76.


