Café, um vício benéfico à saúde
Quem garante isso não é um leigo, mas o Prof. Dr. Darcy Roberto Lima, Ph.D., professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autor do livro Q.I., Café, Sono e Memória. Dr. Darcy afirma que a primeira coisa que cada ser humano faz ao nascer é se tornar dependente químico: ao respirar pela primeira vez, o recém-nascido torna-se dependente do oxigênio para todas as atividades bioquímicas de seu organismo. A seguir torna-se dependente químico do mais nobre dos alimentos: o leite materno. Mais tarde transfere esta dependência química para proteínas, glicídeos, lipídeos, vitaminas e sais minerais. São substâncias vitais para o ser humano.
O professor argumenta que, segundo descobertas recentes em medicina, o ser humano, além de selecionar plantas (nicotina, cocaína, heroína, álcool) que estimulem o prazer, também identificou plantas que podem estimular o córtex cerebral, aumentando a atenção e a memória, além de bloquear a função exagerada do sistema límbico devido aos opióides, modulando ou interferindo no desejo de autogratificação que leva ao consumo de drogas.
O caféIsto, continua o professor, explica porque o café é a planta mais consumida no mundo. Porque, além da cafeína (1 - 2,5 %), que estimula o córtex cerebral, a planta Coffeea spp. (café) possui ácidos clorogênicos que, no processo de torra, formam pelo menos cinco derivados do ácido quínico : ácido cafeoilquínico (CQA), ácido dicafeoilquínico (diCQA), ácido feruloilquínico (FQA), ácido coumaroilquínico (CoQA) e ácido cafeoferuloilquínico (CFQA).
Ele diz que pelo menos um destes componentes, o ácido feruloilquínico, possui um potente efeito antagonista opióide - e estes derivados do ácido clorogênico podem até ser mais importantes que a cafeína do café, pois são mais abundantes (7 a 10 % ). Darcy afirma que, assim, o consumo regular de uma planta como o café, na dose de quatro xícaras diárias, pode ajudar a prevenir a depressão e o alcoolismo, conforme dados de diversos estudos internacionais, que são apresentados no livro QI, Café, sono e Memória, publicado pela Editora Científica Nacional.
A ação sobre receptores opióides, explica Darcy Roberto Lima,causa um bloqueio do desejo de autogratificação que leva o indivíduo insatisfeito a se deprimir e a consumir drogas, como o álcool.
Estes resultados inéditos - continua - caracterizam porque a Humanidade escolheu esta planta como bebida matinal, para consumo logo ao acordar, e para se manter desperta, ativa e de bom-humor durante o dia: a cafeína estimula a capacidade intelectual, e os ácidos clorogênicos modulam o estado de humor, impedindo a depressão e o consumo de drogas. Por isto o consumo diário de café em doses moderadas é recomendado para jovens e adultos. Mas, ele adverte: Em excesso tudo pode fazer mal...até o amor.
Além de uma nutrição adequada, exercícios físicos e mentais diários, como o estudo e o trabalho, a pesquisa também evidenciou que o consumo diário e moderado de café é benéfico ao cérebro humano.
ResumoDarcy Roberto Lima é Ph.D. em Medicina (Londres) e professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele fez a mais completa e prolongada pesquisa de toda a história do café e, resumindo, concluiu: o café estimula o córtex cerebral, tornando o cérebro mais atento e capaz de suas atividades intelectuais (atenção, concentração, memória ); o consumo diário de café diminui a incidência de apatia e depressão e mesmo o índice de suicídio; o consumo diário de café pode prevenir o consumo de drogas como o álcool e talvez outras drogas; fumantes tomam café para se proteger dos malefícios do tabagismo e para diminuir o número de cigarros fumados durante o dia; o consumo de café no dia seguinte ao uso de remédios para dormir, pode prevenir a ocorrência de distração, sonolência e prejuízos da memória; o consumo de café é benéfico para crianças e jovens hiperativos ou apáticos, agressivos ou introvertidos - justamente os mais vulneráveis ao consumo de drogas -, pelas ações da cafeína e dos acidos clorogênicos; o consumo diário de café melhora a atividade intelectual de pessoas idosas, diminuindo sua apatia e depressão, e desperta maior interesse na atividade sexual.Bom hábitoAlém de ser um hábito social, o café pode até combater as drogasJota Oliveira





