Café revolucionou região
O café entrou no Paraná pelo Norte Pioneiro, no início deste século. A cultura revolucionou a região, que vivia da exploração da suinocultura. Foi o café que levou ferrovias, rodovias e progresso ao Norte Velho, atraindo agricultores de várias regiões que tentavam melhorar de vida, cultivando as terras roxas da região.
Este fluxo aumentou especialmente após a crise de 1929. Assim, a região ficou conhecida por seus vastos cafezais. Esse ciclo atingiu o auge nos anos 50 e 60, quando o Paraná chegou a produzir 60% do café brasileiro. No município de Ribeirão Claro, a Fazenda Monte Claro possuia um milhão de pés de café. Tinha mercado, farmácia, cinema e o primeiro estádio de futebol iluminado do Paraná, segundo recorda a Emater.
A partir dos anos 60 a cultura começou a decair com o incentivo às lavouras mecanizadas e pastagens. Nos anos 70 as geadas diminuiram a área de café e a população. Em Ribeirão Claro, por exemplo, a população caiu de 30 mil habitantes nos anos 50, para 12 mil habitantes.
O envelhecimento dos cafezais e o esgotamento das terras exigiam recursos para a renovação das lavouras. A administração da mão-de-obra também se tornou um grande problema, tendo em vista o acentuado êxodo rural. Ao final a região estava produzindo um café caro e de má-qualidade. Atualmente o cultivo adensado é tido como a redenção dos cafezais paranaenses e os produtores apostam na tecnologia, para garantir lucro para as pequenas propriedades rurais.





