O preço do café vinha sendo sustentado, em outubro, pela seca no Estado de Minas Gerais, que chegou a repercutir nas Bolsas de Londres e Nova York.

As chuvas no Estado de Minas, dias atrás, ''esfriaram'' o mercado, mas, nos últimos dias, houve nova alta e os preços recuperaram o nível anterior. Segundo o corretor Marcos Bacetti, a leitura que se faz do mercado esta semana é de que a chuva no sul de Minas não foi suficiente para recuperação de danos nas lavouras.

A especulação do mercado, esta semana, segundo Bacetti, esteva em cima de e uma somatória de fatores: a) Diminuição nattural da produção no próximo ano, agravada pela seca em São Paulo, Cerrado e Sul de Minas Gerais, b) A falta de um melhor tratamento (adubação) às lavouras causada pela descapitalização do produtor.

''A soma destes fatores projeta para 2003 uma quebra de produção'', afirma o operador de mercado. Esta expectativa e mais o dólar aquecido (voltou a subir, R$ 3,59 na quarta-feira), além de um aumento de 90 pontos na bolsa de NY nos dias 5 e 6 de novembro, provocaram uma recuperação do preço do café no mercado.

Bacetti explica que do final de setembro até 25 de outubro o preço da saca chegou a R$ 170,00, devido aos dois meses de seca. Nos dias 26 e 27 de outubro, a chuva no Sul de Minas deixou o mercado apreensivo e nos dias 28 e 29 de outubro houve queda de preço. A saca do café passou para R$ 135,00 a R$ 140,00.

No dia 30 de outubro, uma avaliação deu conta de que a chuva não tinha sido suficiente para recuperar os danos das lavouras mineiras. Em alguns lugares choveu apenas 8 milímitros, em outro 30 a 40 milímitros. Segundo Bacetti, o mercado manteve-se equilibrado até o dia primeiro de novembro, recuperando a alta a partir do dia dois.

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