A Coasol foi criada há dois anos em Lerroville para facilitar as transações comerciais dos produtores ligados à Aprala. Com os conhecimentos adquiridos em cursos, palestras e viagens nacionais e internacionais, o presidente da cooperativa, Fabio dos Anjos, resolveu apostar no comércio justo como alternativa para a venda do café produzido no distrito. Além de garantir a comercialização da produção, a nova modalidade de comércio quer agregar valor ao produto e melhorar a renda das famílias, que hoje gira em torno de R$ 500.
  A possibilidade de exportar diretamente para o comprador estrangeiro, eliminando grande parte dos atravessadores da cadeia, despertou o interesse dos 48 cooperados da Coasol. Segundo Fabio dos Anjos, torrefadores franceses e italianos já demonstraram interesse em adquirir a próxima safra dos cafeicultores de Lerroville.
  ‘‘Assim que a colheita terminar, vamos enviar uma amostra do nosso café para esses possíveis compradores e esperar que o produto atenda as especificações do cliente’’, conta o presidente da Coasol, ressaltando que os cafés devem ter padrão tipo 6, peneira 16 e bebida dura para melhor. (M.G.)

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