Café arábica cria associação
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de novembro de 2003
Reportagem Local 
Cafeicultores do Paraná fundaram esta semana a Associação Brasileira de Café Arábica (ABCA), que terá sede em Brasília e ação em todos os Estados produtores de café arábica. Na diretoria nomes de paranaenses, paulistas, mineiros, capixabas e baianos.
''A finalidade é defender os produtores de café arábica fazendo com que as indústrias respeitem a qualidade do nosso produto e que o consumidor se informe sobre as características do café'' - declara o produtor e médico Ricardo Strenger, eleito presidente.
Prioridades da ABCA apresentadas quando da eleição da primeira diretoria, esta semana:
1) União dos produtores de café arábica para lutar por um mercado organizado que reconheça as qualidades do Coffea arábica e os pontos que o distingue de outros cafés,
2) Implantar a rotulação do café, um passo importante para identificar a qualidade e informar o consumidor sobre o conteúdo da embalagem. No Paraná há uma lei já aprovada - que está sendo contestada pela indústria. A ABCA quer levar a lei a nível federal
3) Lutar por uma legislação que normatize as variáveis de qualidades do grão cru. Essa lei vai limitar os defeitos do café o que deve melhorar automaticamente o café. Esses defeitos que se traduzem no ponto verde e Ardido (PVA) esses defeitos não são pagos aos cafeicultores, pois no momento em que a indústria tipifica o café isto é descontado. Mas são torrados e consuidos.
4) Uma ousada proposta de criação de uma multinacional, a Brasil Café. Esta proposta já foi feita em âmbito nacional.


