‘‘O mercado globalizado tem sido ingrato com o produtor de café, que precisa construir uma nova ordem organizacional para se dedicar mais às ações da porteira para fora’’. Esta é a opinião do gerente do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento de Café, Antonio de Pádua Nassif, que falou aos mais de 800 participantes do 10º Encontro Estadual do Café realizado quarta-feira no Parque Ney Braga, durante a 42ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Ele disse também que o futuro da pesquisa hoje está voltado para a busca de cafés que preservem o meio ambiente e que tragam benefícios à saúde humana agregando ainda prazer ao consumidor.
O presidente da Associação Paranense dos Cafeicultores (Apac), Ricardo Strenger, assim como outros produtores, está hoje mais preocupado com o mercado, porque é o consumo que vai determinar a viabilização do negócio café. E para atender o consumidor os produtores querem a rotulação do café. ‘‘Não podemos mais permitir a secular omissão da indústria no que tange a informar o consumidor sobre o que está comprando’’, destacou Strenger.
Durante o encontro foi anunciada a lei estadual 13.519 que cria normas para rotulagem dos cafés comercializados no Paraná. A nova lei sancionada dia 8 de abril dá prazo de 90 dias para que indústrias de torrefação e moagem adotem a nova rotulação do produto. Elas têm que informar sobre o conteúdo da embalagem, lote, procedência, e qual a mistura de variedades explicitando a porcentagem de café arábica ou robusta que entra na sua composição.

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