Não importa o tamanho da área do produtor - se o foco são as olerícolas para vender na feira ou grãos para exportação – o fato é que ele precisa investir em um mínimo de gestão na compra de insumos e venda de produtos para ter sucesso nos negócios. O casal de produtores do assentamento Pó de Serra, em Lerroville, Marcos e Elizete Martins, ao lado do filho Marcos Júnior, aos poucos introduz a administração na propriedade familiar.
Os Martins cultivam uma área de cinco alqueires com hortaliças - geralmente três variedades de abobrinha no verão e couve-flor no inverno. Eles estão na atividade há 20 anos, comercializam seus produtos "na pedra" das Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Londrina e estão mais atentos em relação às vendas dos itens que produzem. "No caso da couve-flor, trazemos para o Ceasa em torno de 150 dúzias por dia, três vezes por semana, e cerca de 1,2 mil caixas de 20 quilos de abobrinha por mês", calcula Elizete.
É ela quem fica responsável pelo controle da comercialização. Com o caderninho em mãos, registra todas as vendas durante o ano, facilitando os cálculos de plantio das hortaliças para a safra seguinte. "Vou anotando quantas caixas vendemos, qual o preço de comercialização e assim temos um controle de quanto vamos plantar, o investimento que deverá ser feito e outras informações", relata.
Elizete comenta que a família precisa melhorar a compra de insumos e sementes. "Como nossa área é pequena, focamos nas verduras para melhorar nossa renda. Esse ano queremos produzir mais couve-flor para evoluir." Na opinião da família, o grande desafio da agricultura hoje em dia é produzir com qualidade para agradar os clientes. "Se a verdura não estiver bonita, não vende mesmo. É preciso caprichar na mercadoria, fazer com carinho e dedicação. Para ser produtor, tem que gostar do que faz", diz Elizete.
Ela cita o cuidado na colheita, o encaixe detalhado nas caixas, para que a mercadoria não chegue no Ceasa "machucada". "No cultivo de abobrinha, por exemplo, plantamos aveia para fazer a cobertura de solo e colocamos ela por cima. No caso da couve-flor, a atenção é maior com transporte."
E o filho do casal, Marcos Júnior, é a prova de que um trabalho bem feito garante a sucessão familiar eficiente. "Ele está vendo que o trabalho é interessante e está conosco, não pretende sair para a cidade. Já está com o carrinho dele e feliz da vida. Acredito que hoje temos boa qualidade de vida", conclui a produtora.

Imagem ilustrativa da imagem Caderninho em mãos e felicidade no campo
| Foto: Fotos: Saulo Ohara
O casal Marcos e Elizete Martins, ao lado do filho Marcos Júnior, aos poucos introduz a administração na propriedade familiar
Imagem ilustrativa da imagem Caderninho em mãos e felicidade no campo
Com o caderninho em mãos, Elizete Martins registra todas as vendas do ano, facilitando os cálculos para o plantio da safra seguinte
Caderninho em mãos e felicidade no campo
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