Desde setembro de 2003, o Estado executa o Programa de Apoio à Estruturação das Cadeias Produtivas de Ovinos e Caprinos. O objetivo, segundo a médica veterinária Gayza Maria de Paula Iacono, da Emater de Rolândia, que coordena o programa na região de Londrina, é intensificar a atividade, oferecendo mais uma opção de ganhos aos criadores, em especial à agricultura familiar.
A atividade, como garante, é altamente lucrativa, mas ainda não decolou por razões de comercialização. ''Não havia volume de produção que garantisse aos donos de supermercados e restaurantes a constância na entrega da carne'', afirma.
Para isso, criou-se a Unidade de Produção de Matrizes e Reprodutores, que funciona na estação experimental do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) de Pato Branco. Essa unidade é responsável pela multiplicação das matrizes e reprodutores que, por sua vez, serão introduzidos nas unidades de produção regionais instaladas em colégios agrícolas e associações de criadores.
Na região de Londrina, informa a veterinária da Emater, foi criada a Cooperativa Agroindustrial dos Ovinocultores - Copercapanna Carnes Nobres, que já conta com 40 associados e um rebanho de 5 mil matrizes. Na produção de caprinos estão cinco produtores, com um plantel de 300 matrizes. O abate semanal é de 45 animais, entregues ao comércio da região com nota fiscal e carimbo de inspeção.
''Vencemos também a barreira da ilegalidade, pois até então, os abates que existiam eram todos clandestinos'', comemora. Como regra, a cooperativa determina que os abates sejam feitos com idades, mínima e máxima, de três e oito meses respectivamente.
Entra as vantagens da atividade, Gayza cita ainda a necessidade de pequenas áreas de pasto. ''Além da propriedade familiar, a atividade pode ser introduzida, por exemplo, nas propriedades que estão trocando o cultivo de grãos pelo da cana-de-açúcar'', sugere.
A condução do rebanho é 100% de pastagem, exigindo suplementação nos períodos de escassez, como o inverno e início das águas (dando tempo para a recuperação do pasto).
Gaysa prefere não estimar o custo de implantação de um plantel. O preço do animal varia entre R$ 3 e R$ 4,50/Kg/bruto. ''Há animais selecionados de valor mais alto'', destaca. Um reprodutor dá conta de até 40 matrizes. (C.G.)

Serviço:
Mais informações sobre o programa podem ser encontradas no site: www.ovinoscaprinos.pr.gov.br. Para falar com a veterinária Gayza, o telefone é (43) 3256-1533.

mockup