Os empresários Anselmo Suk e Adilson Francisco do Nascimento, do Distrito Graciosa, Paranavaí, no Noroete do Estado, disseram ter investido mais de R$ 150 mil na instalação do alambique que vem ''funcionando bem'' desde 1999.
Eles produzem a marca Manguaba e já têm um projeto pronto para ampliar as exportações para a Europa e Estados Unidos. Material de divulgação como mostruários, folders e amostras já foram enviados para vários países, mais de 20, segundo Anselmo Suk.
O distribuidor na Europa é bom - elogia - e trabalha há muitos anos com café e açúcar brasileiros; agora quer diversificar com carne e aguardente. No próximo mês dirigentes da empresa distribuidora e outros empresários europeus estarão em Paranavaí para conhecer as instalações, produção e o processo artesanal de fabricação e engarrafamento.
''Para ser viável'', toda a produção de Manguaba, entre 35 mil e 40 mil litros/ano tem que ser comercializada na Europa ou Estados Unidos. O mercado interno está saturado porque nem todos os estabelecimentos do varejo reconhecem o fator qualidade. Há muita produção na informalidade e nem todos têm um alto padrão de qualidade.
O mercado interno até que paga o diferencial pela boa qualidade. O problema, segundo Anselmo Suk, são os tributos. Não é possível, segundo ele, recolher mais de 27% só de ICMS para o Estado. O IPI vai abocanhar mais 32 centavos por unidade (embalagem de 600 ml).
Mas, ao fugir da pesada carga tributária interna, a cachaça de Paranavaí esbarrou nas tarifas da União Européia (UE). ''Passaram a cobrar 2 dólares para entrar na Comunidade Européia'', conta o empresário. Isto onera muito o preço final, que já sai daqui com um custo de 2 dólares posto Porto de Paranaguá.
Com a Áustria os contratos estavam quase concretizados, e os preparativos finais, quase prontos, com a contagem volumétrica dos conteiners, etc. Mas o distribuidor ''pediu um tempo'', diante de dificuldades criadas com o aumento das taxas para entrada do produto. Suk desabafa: ''Só o Brasil tem as portas escancaradas para entrada de qualquer coisa''.
Para o empresário, esses problemas estão em vias de solução. O importante para ele é que o seu produto é bom, tem qualidade, é competitivo. É um produto ''quase orgânico'', faltando apenas substituir algum tratamento químico no solo. Os tratos culturais da cana vêm sendo feitos dentro da linha de orgânicos. A fábrica não usa nenhuma substância química, nenhum solvente. E isto faz diferença.

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