Breve histórico do café
Breve histórico do café
Vera Zardo
Especial para Folha Rural
A cultura do café foi introduzida no Paraná, no início do século 20. Seu crescimento foi lento até 1945, em consequência das duas guerras mundiais, e também pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, quando em função dos grandes estoques do café, aliado à forte crise econômica mundial, milhões de sacas tiveram que ser queimadas.
Foi na década de 50 e início de 60 que a cafeicultura teve sua fase de maior expansão quando a área chegou a quintuplicar, passando dos quase 300.000 ha em 51 para 1,6 milhão de hectarem em 1962. O principal motivo foram os preços favoráveis que incentivaram o aumento do plantio do café no Estado.
O apogeu do café foi na safra 1961/62, quando o Paraná colheu cerca de 21,3 milhões de sacas de 60 quilos, 28% da safra mundial, a qual situou-se em 76 milhões de sacas de 60 quilos. Essa expansão foi favorecida pela alta fertilidade das terras paranaenses e também pelo estímulo dos bons preços.
Na década de 80 é que se observa, efetivamente a nova cafeicultura baseada em maior uso de tecnologia e produtividades mais elevadas. Na década de 90, os preços baixos, a geada de 1994 e os altos custos de produção provocaram a descapitalização dos cafeicultores brasileiros e paranaenses.
No PR o processo de erradicação que já vinha ocorrendo acelerou-se mais ainda e o novo modelo tecnológico do café adensado começou a ser implantado no estado. A cafeicultura paranaense então entra numa nova fase e vislumbra-se um cenário de maiores produtividades. Em 88 a área de café adensado era de 30 hectares.
Em 99 a área atinge 38.845, que corresponde a 25% da área total do estado. A produtividade do café adensado é o dobro do rendimento do café tradicional. Na safra 98/99 a produção de café do PR atinge 2,4 milhões de sacas, com a produtividade média de 17,7 sacas por hectare. A produtividade média do café adensado é de 40 sacas por ha. Vera Zardo é agrônoma do Deral/Seab)





