Imagem ilustrativa da imagem BRDE fomenta o agronegócio com apoio à produção
| Foto: Saulo Ohara/25/01/2019

O Brasil posiciona-se entre os maiores fornecedores de alimento do mundo e, no País, o Paraná destaca-se como grande produtor de grãos e também de carne. A produção paranaense está nas mesas de milhões de brasileiros e chega a lugares distantes como a China e países do Oriente Médio, além de alimentar a população de países vizinhos e dos Estados Unidos, entre muitos outros exemplos.

Por trás dos expressivos números que resumem a cadeia do agronegócio paranaense, estão os agricultores. São eles que respondem pela produção média de 23,3 milhões de toneladas de soja e 17,6 milhões de toneladas de milho no estado, conforme informações da Secretaria Estadual de Agricultura para a safra 2018/2019.

O sucesso do agronegócio paranaense resulta da força dos produtores, da organização da produção no modelo de cooperativas e do desenvolvimento de tecnologias que aumentam a produtividade, sem deixar de lado a preocupação com a sustentabilidade. O BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) tem papel fundamental nesta história. Criado em 1961 pelos três estados da Região Sul para promover o desenvolvimento socioeconômico regional, desde então apoia milhares de projetos nos três estados. “Estamos presentes em 90% dos municípios da região. No Paraná, nossa carteira é R$ 5,5 bilhões em projetos apoiados”, aponta Tiago Marquardt Pesch, gerente adjunto de operações do BRDE.

Ele destaca que o agronegócio é a principal vocação econômica do estado. “O Paraná soube aproveitar bem as variáveis de clima e solo, investiu, se profissionalizou e hoje está entre os maiores produtores das principais culturas do país”, pontua. Por isso, apesar do banco atuar em todos os setores da economia, no Paraná tem no agronegócio o setor mais representativo. “Apoiamos toda a cadeia produtiva, desde o produtor até a indústria, principalmente em função de uma sólida e antiga parceria com as cooperativas agroindustriais, de quem o banco é o principal parceiro de investimentos”, afirma.

Pesch destaca que o BRDE apoiou todo o processo de industrialização das cooperativas, que deixaram de ser apenas comercializadoras de grãos para se transformarem em grandes indústrias transformadoras de soja, milho, trigo, leite, cevada, aves, suínos e peixes. Neste processo, o banco não fomenta somente a atividade industrial, mas todo o investimento no campo inerente à cadeia produtiva, como por exemplo a construção de aviários, pocilgas, tanques de peixes e aquisição de equipamentos como tratores e colheitadeiras.

Para realizar este apoio, o BRDE realiza financiamentos com linhas do plano-safra do Governo Federal. Para as cooperativas, as mais significativas são Prodecoop (investimentos na agroindústria), PCA (investimentos em armazenagem) e Pronaf Agroindústria. Para os produtores, estão disponíveis Pronaf, Inovagro, Moderagro, PCA, Pronamp e ABC.

“O BRDE é hoje um dos principais aplicadores destas linhas do plano-safra, mesmo tendo sua atuação em apenas parte do território brasileiro. Estas linhas permitem a realização dos investimentos a taxas e prazos compatíveis com as necessidades dos agricultores e das cooperativas”, analisa o gerente.

PARCERIA

A Cooperativa Integrada, em Londrina, tem no BRDE um grande parceiro para financiamento de projetos, tanto na área de investimentos como de armazenagem. Para o segundo semestre de 2019, foram liberados recursos para dois grandes projetos: R$ 5,3 milhões para uma unidade de transbordo de grãos com preparação do beneficiamento, secagem e armazenamento no distrito de Paiquerê, em Londrina; e R$ 5 milhões para aquisição de uma unidade de recebimento, beneficiamento e armazenagem de grãos com capacidade de 15 mil toneladas em Santa Cruz do Rio Pardo (SP).

“Boa parte dos nossos financiamentos vêm do BRDE, o banco é um grande parceiro da Cooperativa Integrada desde a fundação. O relacionamento é excelente”, elogia o superintendente administrativo-financeiro da Integrada, Akio Cyoia.

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