Brasil x Argentina
O jornalista Mauro Zafalon, da Agência Folha e da Folha de São Paulo, coloca no circuito da agência para os jornais assinantes (como a Folha Rural, via FOLHA DE LONDRINA), um assunto para reflexão dos técnicos e agricultores. Seguinte:
- O Brasil plantou 9,18 milhões de hectares com milho nesta safra de verão e vai colher 34,5 milhões de toneladas. A Argentina plantou apenas 2,8 milhões de hectares e vai colher 21,5 milhões de toneladas.
- Na ponta do lápis, os brasileiros vão colher 3.756 quilos por hectare; os argentinos, 7.679 (mais que o dobro). Melhor ainda para os norte-americanos, que conseguem 9.500 quilos. Leonardo Sologuren, da Céleres, destaca três pontos para o ganho argentino.
Por que a diferença?
- Primeiro, condições naturais melhores (clima e fertilidade da terra) na Argentina. Segundo, os vizinhos usam um patamar de tecnologia inclusive a biotecnologia maior do que por aqui. Finalmente, o milho ainda é uma cultura de subsistência em algumas áreas do Brasil e, portanto, de baixa produtividade.
- O jornalista coloca bem a questão. Já os técnicos afirmam: A palavra mágica é tecnologia! O agricultor tem que usar a técnica, tanto que a média nacional é baixa mas as médias entre os agricultores tecnificados são três ou quatro vezes maior que a nacional. Agora uma coisa é certa: não será fugindo da técnica que se consegue elevar a produtividade. A transgenia, por exemplo, é tecnologia. Mas, no Brasil, e principalmente no Paraná, a semente transgênica é bicho de sete cabeças, é palavrão. Quanto atraso! Assim vamos regredir ao plantio com a maquininha matraca. Lembra da matraca?





