Brasil vai ganhar com crise do café, prevê técnico
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sexta-feira, 21 de junho de 2002
Reportagem local 
O Brasil será o grande ganhador das transformações que estão ocorrendo no mercado cafeeiro. Os efeitos dessas mudanças não demoram: devem ocorrer antes de cinco anos.
A opinião é do consultor Henrique José Brando, da P&A Marketing Internacional que, na última terça-feira, em Rolândia, fez ampla abordagem sobre quem vai perder e quem vai ganhar no final da crise do café no médio prazo. Brando participou do painel técnico promovido pela Corol que contou com a participação de técnicos do setor e mais de 200 produtores.
O especialista disse ter baseado suas conclusões em levantamento técnico feito junto aos principais países produtores de café, que visitou recentemente. Para montar o cenário ele considerou fatores determinantes que exercem influência direta na produção e comercialização, como infra-estrutura, mão-de-obra, consumo doméstico, estabilidade política, postura comercial, estrada, transporte, energia elétrica, comunicação, portos, sistema bancário, meteorologia, pragas e doenças.
Entre os ganhadores, em segundo plano vêm o México, a Indonésia, Costa Rica, Etiópia e Peru.
Como grandes perdedores - porque produzem café lavado com alto custo de produção -, estão a Colômbia, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Essa reviravolta no mercado internacional deve acontecer dentro de cinco anos. É preciso entender o agronegócio de um país como um todo. O custo de produção analisado isoladamente não é tudo, observa.
Brando afirma não ter dúvida que o Brasil será o maior ganhador ao final desta crise.
Brando destaca as vantagens competitivdas do Brasil: Temos produção, produtividade, infra-estrutura, competência, pesquisa e o café cereja descascado está reescrevendo a história da cafeicultura no Brasil. Cerca de 3 milhões de sacos estão sendo exportados e há espaço para mais de 7 milhões de sacos. Só o Porto de Santos tem condições de exportar 7 milhões de sacos mês, isso é o dobro da produção da Costa Rica, compara.


