Brasil terá vacina contra pitiose
Da Redação
Uma parceria entre a Embrapa Pantanal e a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul resultou numa vacina contra pitiose equina, mais conhecida como ferida brava. A doença ocorre em todo o continente americano, principalmente em áreas de clima tropical ou sub-tropical. Mais comum em equinos, embora possa afetar o homem, cães e bovinos, provoca uma ferida muito grave, que é resistente ao tratamento quimioterápico.
Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal e Embrapa Gado de Corte, João Batista Catto, em testes realizados na região pantaneira a vacina teve eficácia de 80% dos equinos. O teste final será feito entre janeiro e junho do ano que vem. O objetivo é obter dados necessários para fazer o registro da vacina junto ao Governo Federal.
De acordo com o pesquisador, o Brasil não é o primeiro país a desenvolver a vacina contra a pitiose equina. Técnicos norte-americanos trabalham há algum tempo com uma vacina. Mas essa vacina americana não é recomendável às condições do Pantanal sul-mato-grossense.
É que a vacina americana perde validade 14 dias depois de sua fabricação e precisa ser conservada em geladeira para não estragar, o que inviabiliza seu uso na região pantaneira, onde a maioria das propriedades não têm energia elétrica. A nossa vacina terá validade superior a um ano e poderá ficar normalmente no ambiente, garante Catto.
A cura da doença depende de intervenção cirúrgica acompanhada de cauterização, o que nem sempre é possível devido à localização e tamanho da ferida.
De acordo com levantamentos da Embrapa, apenas na região do Pantanal a doença já afeta mais de 5% dos equinos. Nos anos em que a cheia é maior, os casos tendem a aumentar consideravelmente. O pesquisador explica também que a falta de tratamento em tempo hábil pode resultar na morte de animais em poucos meses.





