A evolução do trabalho de pesquisa permitiu a partir de 99 uma grande expansão do plantio de uvas sem sementes no Nordeste, depois que os primeiros plantios, iniciados em 90, frustaram as expectativas dos produtores, por causa da produtividade e qualidade das frutas. O mercado para uvas sem sementes no exterior é enorme, segundo Antônio Lício, assessor da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Segundo o técnico, a exportação de frutas no Brasil responde por apenas 1% do mercado mundial. O País exporta US$ 200 milhões ao ano, enquando o mercado mundial movimento US$ 25 bilhões. ‘‘O Nordeste representa o maior potencial do mundo para essas exportações’’, comenta Lício.
FuturoE neste constexto, o futuro está no cultivo de uvas sem sementes. ‘‘O cliente tem sempre razão, e em vez de empurrar as frutas de que dispomos, estamos plantando o que o mercado deseja e ainda utilizando a grande vantagem competitiva da região semiárida que é produzir frutas o ano inteiro’’ comenta o pesquisador Cesar Hideki Mashima
A viticultura é uma das atividades mais importante do pólo agrícola de Petrolina/Juazeiro, localizado na região do submédio São Francisco, com
aproximadamente seis mil hectares cultivados.
A região do Vale do São Francisco consagrou-se como pólo produtor e exportador de uvas de mesa de alta qualidade através do cultivo da uva itália. Nos últimos anos, os viticultores têm se preocupado em diversificar a produção para adaptar-se às exigências do mercado. Segundo Mashina, as exportações têm caído porque não atendem o consumidor que quer uvas sem sementes. Em 95 exportava-se 20% do total produzido, e em 99 este volume caiu para 8%, segundo dados divulgados pela publicação ‘‘Uva sem semente’’ do Sebrae. A publicação traz informações sobre variedades, porta-exerto, fatores climáticos, fatores do solo, implantação do pomar, práticas culturais, nurição, problemas fisiológicos e seu controle, além de pré-colheita, colheita e pós colheita. Inclui ainda armazenamento e comercialização.
O retorno financeiro e social da viticultura é muito significativo para a região. ‘‘O cultivo de uvas gera três empregos diretos por hectare, enquanto a cultura da soja precisa de 500 ha para gerar os mesmos três emprego’’, destaca a publicação.
No Brasil, a viticultura de mesa teve início em 1532. Caracteriza-se pelo uso intensdio de mão-de-obra e sendo uma atividade artesanal, é ideal para pequenas e médias propriedades.

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