Brasília - A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou, na última quinta-feira, a estimativa de produção de 101,2 milhões de toneladas de soja para a safra 2015/16, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas afirmou que o País precisa oferecer condições para que os agricultores brasileiros agreguem valor ao grão exportado.
Para a ministra, o País poderia exportar mais soja processada (farelo e óleo), não fosse a variação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado quando esse tipo de produto é transportado entre estados. "Precisamos melhorar a agregação de valor na nossa exportação de soja. O que atrapalha muito é a variação de ICMS no Brasil. Ninguém quer importar imposto."
A soja foi o destaque do 6º levantamento da produção de grãos da Conab. Com a previsão de 101,2 milhões de toneladas na safra 2015/16, a oleaginosa vai superar em 5 milhões a colheita do ciclo anterior. O bom resultado se deve aos ganhos de 3,6% de área plantada e de 1,5% de produtividade.
No total, a companhia aponta que a produção de grãos desta safra alcançará 210,3 milhões de toneladas, volume 1,3% maior do que a 2014/15, de 207,7 milhões.
"Cada vez mais, a soja significa, para o mundo, um produto muito brasileiro e já alcança várias partes do planeta", comemorou a ministra, durante a divulgação dos dados. Kátia Abreu disse que o projeto de reforma do ICMS, em tramitação no Congresso Nacional, ajudará a alavancar ainda mais as exportações do grão.
"Muitos reclamam, com razão, por que o Brasil exporta tanto grão e não exporta farelo e óleo. Os culpados somos nós mesmos", assinalou. "Esperamos que o Congresso Nacional possa compreender o quanto isso tem travado o País. Entendemos e respeitamos a preocupação de cada governador, mas acredito que o que for para um determinado estado tem que ser bom para o país inteiro."

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