Analistas do mercado apostam num futuro promissor para a carne brasileira no internacional. Se 4 anos atrás, a fatia da carne bovina que seguia para o mercado externo ficava em 8%, hoje já bate nos 15%, com perspectiva de chegar a 25% da produção nacional num prazo de 5 a 6 anos.
Uma das razões para isso é a competitividade da carne brasileira. Por si só, a produção extensiva sempre garantiu custo menor de produção em relação aos principais concorrentes externos (Estados Unidos, Austrália, União Européia e mesmo a Argentina, ainda debilitada).
Mas nada falou mais alto para consolidar a posição brasileira nas exportações do setor quanto a desvalorização cambial, intensificada no final de 2002. Produzindo em real e vendendo em dólar, o pecuarista ganhou ''fôlego'' para se capitalizar mais. Já os frigoríficos tiveram rentabilidade ainda maior, se aproveitando da vantagem cambial que permitiu derrubar o preço da carne exportada. ''Tudo isso resultou num poder de competição ainda maior para o produto nacional'', diz o analista de mercado da Scot Consultoria, Fabiano Tito Rosa.
''Possivelmente ainda neste ano, inclusive pela quantidade que produz, o Brasil poderá se tornar o maior exportador de carne bovina do mundo, suplantando Estados Unidos e Austrália'', aposta o diretor técnico da Consultoria FNP, José Vicente Ferraz.

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