Brasil espera colher 44 milhões de sacas
A colheita do café no País também deve ser positiva neste ano, segundo avalia Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). De acordo com dados fornecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher neste ano 44 milhões de sacas, contra 45 milhões recolhidas no ano passado, se somadas as variedades arábica e conilon. Apesar de um pouco menor, a produção brasileira segue estável, avalia o diretor da Abic.
A colheita do conilon já está quase no fim no Espírito Santo, maior produtor da variedade. O grão é considerado precoce em relação ao arábica, por isso a colheita termina mais cedo. Herszkowicz espera que o clima seja favorável até o final da safra. Em relação às exportações de café, 2015 começou muito bem para o setor. De janeiro a maio deste ano, o País embarcou 36 milhões de sacas, enquanto que nos 12 meses de 2014 foram exportadas 36,7 milhões de sacas.
Indústria e qualidade
O Brasil possui hoje grandes indústrias processadoras de café, mas a maioria é considerada de pequeno porte. Herszkowicz avalia que a comercialização do grão tradicional, aquele utilizado no dia a dia, possui baixa rentabilidade porque o produto é barato.
Segundo ele, as indústrias têm trabalhado com os cafés de alta qualidade, chamados especiais. Herszkowicz observa que o valor do produto chega a ser três vezes maior se comparado a um café tradicional. Contudo, a participação no mercado desse tipo de produto não passa de 4%. O diretor da Abic destaca que um dos objetivos da associação é divulgar esse tipo de produto para o consumidor brasileiro. (R.M.)





