Brasil deve passar EUA e virar líder em produção de soja
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Rodrigo Vargas<br>Folhapress 
Lucas do Rio Verde - O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou esta semana, durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Mato Grosso, que o Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos e se tornar líder mundial na produção de soja.
A expectativa para 2014 é de colher 193,6 milhões de toneladas de grãos, sendo 90 milhões apenas de soja. A produção dos EUA é estimada em 89,51 milhões de toneladas, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura norte-americano.
Em discurso em Lucas do Rio Verde (350 km de Cuiabá), onde esteve para o lançamento oficial da colheita de grãos da safra 2013/14, a presidente Dilma Rousseff disse que o resultado brasileiro pode ser ainda melhor.
"A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), cuidadosamente, disse que a safra é de 193 milhões de toneladas. Mas os produtores e o próprio ministro (Antônio Andrade) da Agricultura, estão falando que é de 196 milhões. Isso é uma vitória do agronegócio do Brasil", disse.
Para a presidente, os resultados obtidos pelo agronegócio são "um exemplo para o País". "Nas últimas duas décadas, a produção cresceu 221% e a área plantada apenas 41%. Isso é produtividade na veia. É o que procuramos em todas as áreas do País", disse.
Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola deverá atingir R$ 1,03 trilhão, aumento de 4% em relação ao ano passado. "Se confirmado esse resultado, o PIB do setor terá um crescimento de 34% em dez anos", disse o ministério, em nota.
Pouco antes do lançamento da colheita, Dilma se reuniu com entidades representantes do agronegócio em Mato Grosso. Eles entregaram uma carta em que cobram investimentos em infraestrutura e logística e atendimento a "demandas emergenciais".
Entre as cobranças, estão investimentos no setor portuário, construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que liga Goiás e Tocantins a Mato Grosso, desburocratização para obras de infraestrutura, entre outras.
Em seu discurso, a presidente procurou responder às cobranças dos produtores. "É preciso deixar claro que muita coisa ainda precisa ser feita. A falta de logística para o escoamento da produção ainda é o maior entrave de Mato Grosso", dizia o documento.


