Brasil cria bolsa de valores ambiental
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sexta-feira, 03 de agosto de 2012
Mariana Fabre <br>Reportagem Local 
Agricultores de todo o País terão, ainda este ano, uma nova plataforma para negociar a compra e venda de créditos ambientais. A Bolsa Verde do Rio (BVRio) já está cadastrando produtores com excedente ou falta de área de Reserva Legal interessados em regularizar sua situação de acordo com a legislação preservacionista ou lucrar com ativos ambientais. A previsão é de que as operações sejam iniciadas no último trimestre de 2012.
O diretor da BVRio, Maurício de Moura Costa, explica que a Bolsa irá atuar com três modalidades de ativos: crédito de reserva legal - o primeiro a entrar em operação -, crédito de carbono e crédito de reciclagem. ''Quem tem área de reserva legal em excesso em relação à exigência legal pode certificar essa área e vender o crédito para quem ainda não atingiu a quantidade necessária'', explica Costa. O funcionamento das operações será similar ao de uma bolsa de valores, com a exceção de que ao invés de ações de empresas, a BVRio vai negociar créditos e certificados ambientais. Uma vez na Bolsa, o proprietário terá suas terras monitoradas por satélite para que não desmate a área após a venda dos créditos.
Os créditos de reciclagem poderão ser utilizados por empresas com obrigação de implantar um sistema de logística reversa, como dos segmentos de pneus, baterias e defensivos químicos. Nesses casos, as indústrias têm a opção de adquirir certificados comprobatórios de determinadas cotas de material reciclado junto a empresas responsáveis pelo tratamento ambiental dado aos dejetos. ''Essa filosofia de negócios é uma forma alternativa de cumprimento da legislação ambiental'', avalia o diretor da BVRio.
Costa esclarece que, no momento, a Bolsa Verde do Rio trabalha em parceria com órgãos e entidades públicas para elaborar regulamentos e critérios que possibilitem a padronização da forma de negociação dos diversos ativos ambientais existentes em cada localidade e segmento. Segundo ele, a BVRio já concentra centenas de cadastros, que só devem ser consolidados a partir do início das operações. A estimativa é de que a comercialização dos créditos de carbono e de reciclagem seja iniciada no próximo ano. Desde 2007, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já comercializa créditos de carbono por meio de leilões específicos.(Com informações da Folhapress)


