As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Soja contra as perdas na colheita começaram a ser divulgadas há 18 anos, mas mesmo assim os índices continuam altos. Estudos realizados na safra 96/97 mostram que o Brasil perdeu, em média, 1,7 sc/ha na colheita da soja, o que representa prejuízos superiores a R$320 milhões anualmente, com mais de um milhão de toneladas de soja deixadas no solo.
As perdas ocorridas nesta última safra ainda não foram divulgadas pela Embrapa. Segundo o coordenador nacional do programa de perdas na colheita da Embrapa Soja, Nilton Pereira da Costa, as fichas com os dados de cada região ainda estão chegando ao centro de pesquisa e devem demorar mais algum tempo para serem tabuladas.
Em algumas regiões como no Norte do Paraná, já se sabe que as perdas foram significativas este ano, com problemas sérios em algumas áreas onde as perdas chegaram a atingir até 4 sc/ha.
Na safra 97/98 a Embrapa Soja lançou, junto com a Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Arroz e Feijão, um novo copo medidor, projetado para medir perdas na colheita de soja, milho e arroz. Foi lançado também um novo Manual do Produtor, que acompanha o copo medidor. O manual indica os principais procedimentos, desde a instalação da lavoura até a regulagem da colhedora, para que o produtor reduza a índices mínimos as perdas nas três culturas.
Segundo os pesquisadores, cerca de 80% das perdas ocorrem por ação do mecanismo da plataforma de corte das colhedoras.
Ao longo dos últimos 18 anos, o programa de redução de perdas proporcionou ao País uma economia de 16,3 milhões de toneladas de grãos, R$531 milhões em ICMF, 6,6 milhões de toneladas de proteínas, o que representa em dinehiro uma economia de aproximadamente R$4,5 bilhões. (C.C.)

mockup