Estudo divulgado dia 10 de julho, pelo Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas, chamado ‘‘Mapa do Fim da Fome’’, indica a existência de 49,6 milhões de brasileiros, vivendo abaixo do nível admissível de pobreza.
São 29,3% sobre o universo brasileiro pobre, que o País poderia erradicar se destinasse gastos de R$1,7 bilhão por mês. Deu na Folha de Londrina. Aqueles miseráveis têm renda inferior à renda mensal de R$79,00, necessários ao consumo de uma pequena cesta básica, segundo parâmetro da OMS (Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU).
O ‘‘Mapa do Fim da Fome’’ , elaborado pela Fundacão Getúlio Vargas, baseia-se na Pesquisa Nacional por Amostra de Domincílios (Pnda), entre 1996 e 1999, e em informações coletadas pelo Censo 2001.
O ‘‘Mapa’’ calculou o total de miseráveis e o custo da pobreza, ou seja R$10,00 por brasileiro, por mês, se todos contribuissem - diz o economista Marcelo Neri, chefe do Instituto Brasileiro de Economia .
Então, a erradicação da miséria está dentro do orçamento social do governo, que é de 21% do Produto Interno Bruto (PIB). O Nordeste, como seria de esperar, é a região que mais exige investimentos, enquanto o Sul e Sudeste exigiriam gastos menores, como São Paulo precisa gastar R$4,15 por sua populacão, para diminuir os 15% que são é o índice de indigência (11,5% da população paulistana). Já no Piauí, exige-se maior participacão popular (24,40% da renda estadual), para tirar da miséria 61,3% dos habitantes do Estado.
O Paraná não é uma exceção na pesquisa da FGV: cerca de 20% de sua populacão está abaixo da linha de pobreza e 1.996.023 deles precisam ter menos de R$80,00 de renda per capta por mês. Para acabar com a fome no Estado, seriam necessários investimentos de R$65,50 milhões ou R$6,85% de cada habitante do Estado.
Em junho o plenário do Senado aprovou por 57 votos a 3, projeto de lei que regulamenta o Fundo de Erradicação da Pobreza, propondo que se destinem R$4 bilhões por ano. A matéria precisa ser sancionada por FHC. Já existem cerca de R$500 milhões, oriundos da diferença de 0,08% da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira que vem sendo recolhida desde março. Os recursos poderão ser aplicados imediatamente no combate à miséria.
Que o dinheiro está sendo arrecadado, está; se chega aos famintos, é outro caso. O fato é que, também no Senado, comentou-se, no fim de junho, que os nortistas e nordestinos são as principais vítimas da pobreza. Aquele, disse o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), é o lastro que impede o crescimento econômico efetivo e o aumento da riqueza social. No Nordeste, 60% da população encontra-se na faixa de pobreza.
Nem tudo está perdido. Pelo menos a social democracia fala muito em investimento social para as pessoas que não têm renda para pagar educação e atendimento médico e hospitalar aos aposentados, e oferecer um seguro-desemprego decente. Também é necessária uma renda suplementar a quem não tem recursos para subsistência.
Por enquanto a mamata predomina. No Brasil há 3 milhões de servidores públicos (juízes, militares, congressistas) que recebem pensão igual ao salário de 3 milhões de servidores públicos que recebem igual ao último salário e não a média dos salários como a dos trabalhadores da iniciativa privada, em que os 3 milhões de servidores públicos recebem em média R$1.051 e os 17 milhões de aposentados privados que recebem em média R$243,09 por mês.
A porcentagem de contribuintes no Brasil é de 43,8%.

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