Borboletas, mais que belas
Se você não tem flores ou jardins em sua casa será difícil ver uma borboleta nesse espaço. É isso mesmo. A vida urbana é corrida e faz com que as pessoas ajam dentro da praticidade: flores e vasos com arbustos artificiais, grama sintética para não gerar gastos e sujeira e, muitas das vezes, nem isso.
Penso ser por isso que as borboletas desapareceram. Elas com sua beleza e seu poder de polinização, sua delicadeza quase diáfana, além de estarem fugindo da poluição das cidades, também fogem porque suas plantas preferidas não mais estão existindo nos lugares por onde elas passam. Se você não sabia, fique sabendo que as borboletas, como os demais insetos e animais, têm preferência por determinados tipos de plantas.
As lepidópteras têm preferências alimentares de acordo com a fase de vida e espécie. Saciam sua fominha sugando o néctar das plantas de onde retiram aminoácidos, proteínas e vitaminas para sobreviver.

No ciclo de vida larval ou lagarta, algumas delas se alimentam vorazmente de: couve, bromélias, gramíneas, manacá, planta do maracujá, folhas de serralha e outras, com o que criam suas reservas alimentícias. Quando adultas, complementam sua alimentação com o néctar das flores e os sucos das frutas. Pena que sua vida é curtíssima, pois de acordo com a espécie, uma borboleta pode durar pouco mais de três meses.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente brasileiro, muitas espécies nativas estão em risco de extinção. Pela utilidade que possuem, em alguns países, são protegidas por leis.
Há alguns anos foi instituído o Ano Internacional da Biodiversidade pela ONU, a Organização das Nações Unidas. A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável foram realizadas diversas atividades dentre as quais a criação de um borboletário em Manguinhos (RJ), lugar onde os visitantes conhecem tudo sobre esse inseto e, por consequência, como esses pequeninos seres vivos contribuem para o equilíbrio ecológico do planeta. Iniciativa que visa à transformação da consciência da juventude brasileira a respeito do futuro do planeta. Rubem Alves afirmou sobre as lepidópteras: "Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
Isso está sendo quase verdadeiro na medida em que, se vemos alguma borboleta em alguma flor ou mesmo esvoaçando por aí, elas se reduzem às monarcas que, não deixam de ser lindas, mas que são as mais comuns dentre elas. Pense nisso!
Marina Irene Beatriz Polonio, leitora da FOLHA





