Boom produtivo de 2015 foi novo fôlego na exportação
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Os números oficiais acerca da produção paranaense de carne suína em 2015 ainda não foram divulgados, mas a prévia do setor aguarda um crescimento entre 11% e 16%. A expectativa é que feche em pelo menos 7,68 milhões de cabeças, ante 6,92 milhões do ano anterior. O novo valor pode colocar o Estado apenas atrás de Santa Catarina em número de abates.
O técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Edmar Gervásio, relata que um dos motivos do boom produtivo de 2015 foi o novo fôlego nas exportações, que saltaram de 44,9 mil para 64,4 mil toneladas, alta de 43,4%, contra apenas 10,4% do crescimento médio no País. "Todos os frigoríficos tiveram incremento de volume dado a exportação. Outro ponto importante é que a alta forte da carne bovina fez com que os brasileiros migrassem para proteínas mais baratas, como o frango e o porco", explica ele.
Na opinião de Gervásio, a situação atual é mais preocupante para os produtores independentes, já que os integrados à indústria por volta de 80% da produção paranaense acabam recebendo todo o suporte das empresas como, por exemplo, ração e medicamentos. "Sem dúvida, o milho nestes patamares de preço é um agravante para o produtor independente. Mas vale dizer também que é natural que o preço da carne caia até meados de maio, já que a demanda é bem menor neste período. No segundo semestre ocorre uma evolução de preço até o boom do último trimestre. Isso é histórico."
Apesar da situação nada favorável para alimentar os animais, o técnico do Deral acredita que a produção paranaense cresça este ano entre 5% e 7%, enquanto no País não deva ser superior a 3% de alta. "É algo muito difícil de dizer porque não sabemos como o preço do milho irá se comportar. Não acredito em retração no valor da commodity em curto prazo", decreta.


