A alta de preços do boi gordo no último quadrimestre é o impulso que faltava para que os promotores de leilão chegassem animados para a 54ª edição da ExpoLondrina. De fevereiro até ontem, a arroba subiu 7,5%, atingindo a casa dos R$ 120, de acordo com números do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Dos 18 leilões programados esse ano no Parque de Exposições de Ney Braga, apenas
dois ocorreram até agora e com bons resultados. No ano passado, a Sociedade Rural do Paraná (SRP) conseguiu fechar 23 leilões com os promotores, com um resultado de R$ 11,5 milhões (liquidez de 90,1%) e 5.896 cabeças vendidas entre gado de elite, gado de corte, cavalos e reprodutores.

De acordo com o presidente da SRP, Moacir Sgarioni, animais de leilões geralmente saem com valores entre 10% e 15% acima do preço médio da arroba no Estado. "No primeiro leilão da Expo, a comercialização foi de R$ 1,5 milhão, e arroba saiu a R$ 180 (média de R$ 1,227 por animal), bem acima desse percentual estipulado. Sem dúvida alguma, o momento está a favor do produtor que está expondo seus animais nos leilões da Expo", salienta Sgarioni.

A queda do número de leilões em comparação com o ano passado também tem
justificativa. Segundo o presidente da SRP, o mercado está muito aquecido e muitos produtores já conseguiram comercializar seus animais na fazenda, sem precisar trazê-los para o parque. "O otimismo para os negócios é grande até o final da feira. Estamos com menos leilões, mas com ótimas performances."

Leiloeiro proprietário da Programa Leilões, Paulo Horto, é responsável por 8 dos 18 leilões que acontecem este ano na ExpoLondrina. A expectativa dele é de um
crescimento de 20% nos negócios em comparativo ao ano passado. Como Sgarioni, ele cita o bons números do consumo interno e também das exportações de carne bovina. "O preço da arroba se recuperou de uma defasagem de uma década. Além disso, estamos com falta de boi gordo e bezerro em plena safra, o que deixa os leilões com ótima expectativa, tanto na pecuária extensiva como na seletiva", ressalta Horto.

Para o leiloeiro, o agronegócio de forma geral continua em crescimento diferenciado, na contramão de outros segmentos, que evoluem mais timidamente. "Investir no agronegócio é lucrativo e seguro. Além disso, os produtores e pecuaristas brasileiros são persistentes e determinados, o que faz toda a diferença."

Imagem ilustrativa da imagem Bons preços da arroba animam leiloeiros
| Foto: Lis Sayuri
O primeiro leilão da Expo fechou com comercialização de R$ 1,5 milhão, com preço médio de R$ 1.227 por animal
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