Bom resultado na produção leiteira
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Luciane Tonon Cornélio Procópio 
Luiz OliveiraCorteO sorgo produz grande quantidade de massa verde que se transforma em silagem de qualidadeO uso racional do solo na contribuição para engorda da pecuária leiteira já não é mais novidade, mas algumas alternativas de uso podem enriquecer o rebanho e reduzir os custos para o produtor. O plantio de sorgo forrageiro no inverno é uma experiência nova para produtores de Leópolis (30 quilômetros ao norte de Cornélio Procópio), e tem mostrado bons resultados.
O proprietário do Sítio Mineiro (8 alqueires), Airton Pereira do Nascimento, com auxílio do técnico em agropecuária, Valdemir de Souza Modesto, está desenvolvendo um modelo de trabalho com o solo, pioneiro na região, chamado por eles de dois-em-um.
Massa verdeO sorgo-forrageiro é resistente à estiagem e tem um bom crescimento, chegando a medir 2,5 metros de altura. Proporciona bom corte para silagem e sua rebrota é aproveitada para o pastoreio rotativo. A espécie comporta até 20 animais por alqueire, enquanto o comum são quatro cabeças por alqueire.
A experiência com o sorgo começou no ano passado, quando o produtor tinha dúvidas sobre o que plantaria na entressafra, disse o técnico Valdemir Modesto. Segundo ele, foi plantado milho na safra, destinado a silagem em uma área de dois alqueires. A produção alcançou 162 toneladas, ao custo total de R$ 2.300,00 (O custo por tonelada era R$ 14,30).
Como iria entrar o frio, deixar a terra quatro meses parada, facilitaria o crescimento de muita erva daninha, aumentando o trabalho para aração e gradagem, além do custo, é claro. Foi quando optamos pelo sorgo, explicou Modesto. Ele disse que o resultado foi acima do esperado e com contribuição do clima a área de dois alqueires produziu 217 toneladas, tendo um custo total de R$ 2.800,00 (R$ 12,90 por tonelada). Uma produtividade maior que o milho, com um custo menor por tonelada, avaliou o técnico.
Foi uma ótima alternativa e a minha produção de leite chegou a aumentar em 50%, afirmou o proprietário Airton Nascimento. Ele tem 41 cabeças de gado leiteiro, com uma produção de 270 litros por dia. Outra vantagem do sorgo, segundo Nascimento, é que exige menor uso de máquinas em cima do solo. Uma simples gradagem já é suficiente para o manejo, diz ele.
A técnica é ideal para todo pecuarista, uma vez que o pasto é dividido em piquetes. Cada piquete mede 40 metros quadrados, evitando o desperdício de espaço. Vale lembrar também que o sorgo tem um índice protéico de 12% no pastoreio e 6,5% no silo, ressaltou o técnico. Segundo ele, a espécie tem pouca fibra detergente neutra. Quanto menos fibra tiver, mais o animal come e mais ele produz, analisa.


