''Bom momento deve ser aproveitado''
O setor agropecuário brasileiro, de acordo com o agrônomo e consultor Marcelo Prado, outro palestrante do 3º Encontro Nacional do Boi Verde, em Uberlândia (MG), passa por um momento de grandes oportunidades no mercado internacional. Especialmente no mercado de carnes, o surgimento da doença da vaca louca na Europa e a aftosa na Argentina, considera o agrônomo, ''propiciaram ao País a possibilidade de fechar em US$ 1 bilhão as exportações em 2001 e consolidar a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de carne bovina no mundo.''
Com o crescimento potencial pela demanda de alimentos, a previsão de Marcelo Prado é de que o Brasil terá um papel vital na produção mundial de carnes nos próximos anos. ''Cerca de 87% das áreas agricultáveis no mundo que podem ser incorporadas ao processo produtivo estão no País e isto fará com que seja crescente a importância do País nos agronegócios mundiais.''
O cenário macro-econômico mundial, segundo Marcelo Prado, apresentou nos últimos 10 anos um crescimento médio de 3% ao ano, sendo que para 2001, está previsto 2,7%. ''Esse desempenho abaixo da média histórica se dará principalmente pelo desaquecimento da economia americana e também pela crise na Argentina,'' explica.
Por outro lado, a expectativa é de que ecomomias de países emergentes como China e Índia estarão crescendo entre 6% e 7% ao ano e o Brasil poderá ser beneficiado com isso devido a demanda por alimentos. Numa projeção para os próximos 10 anos, estima o agrônomo, podemos arriscar um crescimento de demanda por produtos alimentícios dentro da média histórica, de 3% ao ano. Cabe também lembrar, avisa Marcelo Martins, que a população mundial, que hoje alcança 6,2 bilhões de habitantes e cresce a 1,3% ao ano, atingirá 7 bilhões em 2010, com uma longevidade em ascensão.
Outro fator que fortalece este cenário é a renda per capta dos países em desenvolvimento, que tem um potencial de crescimento de 5% ao ano para os próximos 10 anos. ''É sabido que em rendas per capita inferiores a US$ 5 mil ao ano, cada ponto percentual de crescimento implica em idêntica expansão da demanda de produtos alimentícios. Dessa forma tem-se um cenário promisor para a próxima década.''
(C.B.)





