A expansão dos pesque-pagues aconteceu entre 1995 e 1996 com a abertura de pequenos tanques próximos das cidades. Segundo a médica-veterinária Maria Andreola, fiscal de piscicultura da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) em Ivaiporã, naquela época qualquer tanque se transformava em um pesque-pague.
Com as dificuldades de manejo, resultando em alta mortalidade dos peixes, o custo caro das rações, a exigência dos consumidores por um produto de qualidade, muitos destes pesque-pagues se inviabilizaram economicamente e acabaram fechando. Hoje, de acordo com Andreola, dos que ainda estão funcionando, a maioria passou por um processo de profissionalização.
A veterinária explica que o manejo incorreto nos tanques pode provocar doenças nos peixes. Porém, os problemas não ocorrem apenas por motivos de doenças. Falta de oxigênio, mudanças bruscas de temperatura, alteração de PH, aumento de matéria orgânica nos tanques também influenciam nas taxas de mortalidade, de acordo com Andreola. Quando isto ocorre os tanques são fechados para tratamento de doenças ou da própria água.
Algumas orientações devem ser seguidas para que se consiga peixes de qualidade, avisa a veterinária. Os tanques, por exemplo, antes se serem povoados devem ser calados (cal) e enchidos com água de boa qualidade, respeitando os parâmetros ideais de PH, oxigênio e alcalinidade transparência. Na compra dos peixes deve-se exigir o Guia de Trânsito Animal (GTA) emitido pela Seab e fornecido apenas para produtores cadastrados. Para saber a precedência, e em caso de doenças, deve-se fazer o rastreamento.
Andreola cita outras orientações que devem ser seguidas: fazer a despesca e transporte com cuidado, evitando estress; existência de tanque de quarentena, em toda propriedade, onde devem ficar por alguns dias os peixes comprados antes de serem colocados em tanques definitivos.
A médica veterinária lembra também que qualquer mudança inadequada de manejo pode ocasionar doenças e mortalidade. A fiscalização é feita por três técnicos nas estações de produção de alevinos, especificamente em sanidade. Todas as propriedade de alevinos são cadastradas e monitoradas por técnicos.
Os produtores que trabalham com engorda também são monitorados. As doenças mais comuns são as parasitoses, mas como os peixes morrem rapidamente, dificilmente o consumidor pesca algum doente. ''Se isso ocorrer ele deve denunciar para a Seab do seu município'', alerta. (E.P.)

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