Bom Futuro avança também na água
Segundo o engenheiro agrônomo do Bom Futuro, Cid Ricardo Reis, o Grupo está aderindo à integração lavoura-pecuária e já possui cerca de 2 mil hectares com a técnica. Eraí Maggi parte agora para o investimento em psicultura, com foco na criação de espécies como pacu, tambaqui e tilápia. Na fazenda Santa Juliana, os tanques totalizam um espaço de 150 hectares de lâmina d'água, com uma produção estimada de 1.500 toneladas de peixe por ano.
Aline Bortoli, responsável pela área de psicultura, revela que a Bom Futuro aguarda apenas o certificado do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para iniciar o beneficiamento de peixes no frigorífico construído pela empresa. O Grupo também atua no setor de energia e está na fase de construão de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
Objetivo
Hoje, o rei da soja concentra suas energias em buscar infraestrutura para o Mato Grosso. ''Podemos agregar três vezes mais renda se a infraestrutura para transportar a safra for melhor'', argumenta. Segundo Eraí, o alto valor de impostos pago pelos brasileiros não é problema para o desenvolvimento do agronegócio nacional. O impecilho, diz, é a falta de infraestrutura. ''Estou aqui há 30 anos e utilizo a mesma estrada até hoje para escoar a produção'', critica. Eraí acredita que serão necessárias parcerias entre governo e empresas brasileiras e estrangeiras para construir obras para escoamento da produção de forma rápida e mais barata. (M.F.)





