Bom de boca e de preço
''Mercadoria boa tem bom preço'', resume o empresário Fernando Luiz Quagliato, de Ourinhos (SP), que há mais de 20 anos cria jumentos. O preço desses animais nos leilões, segundo acredita, varia de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Um dos maiores eventos desse tipo, a Comitiva da Amizade, se realiza em fevereiro, na cidade de Ribeirão Preto (SP), informa.
A família do empresário possui um grande plantel de animais da raça Pêga, uma raça brasileira formada em Minas Gerais (veja matéria ao lado). Os animais auxiliam na produção pecuária do grupo.
Comparado aos equinos, os asininos (jumentos puros) e os muares (burros e mulas vindos do cruzamento de éguas com jumentos), são animais mais rústicos, mais resistentes e mais inteligentes. ''Esses animais têm passadas mais seguras e dificilmente sofrem acidentes de caminhada, como quedas em buracos. Não pisam em atoleiros, eles conhecem os caminhos nos quais podem andar'', garante.
A entrada destes animais no País, segundo Quagliato, deve-se aos colonizadores, desde a época do descobrimento. ''Os jumentos foram trazidos para o transporte de cargas'', historia.
O que classifica o bom animal, segundo ele, é o trabalho de doma. ''Burro bom é aquele bom de boca'', diz Quagliato explicando que é o animal que obedece às redeas com leves toques das mãos do cavaleiro. ''A mansidão do muar ou do jumento também influencia no seu valor de mercado'', diz.
Na classificação dos bons animais, explica, ''há aqueles para peão, para capataz, e o melhor deles, o animal do patrão. Tem ainda o da mulher do patrão, o de melhor marcha, suave, confortável e muito bonito'', brinca. (C.G.)





