Há dez anos o pecuarista Rubens Accorsi recuperou a extensa várzea improdutiva da Fazenda São Sebastião. Utilizando recursos oficiais, ele abriu 10 mil metros de canais de drenagem, que permitem irrigar 3.000 hectares, inclusive áreas de outras propriedades. Há anos muitos arrozeiros ‘‘quebraram’’, devido a uam crise no setor. Bem mais tarde, outros arrozeiros com crédito, tecnologia, máquinas e equipamento especial para cultivar as várzeas da região, foram obrigados a sair de fazendas invadidas. A Prefeitura de Querência do Norte criou uma bolsa de arrendamento de terras, que permitiu aos agricultores especializados continuarem a produzir arroz.
Uma parte desses arrozeiros, antes sem ter onde plantar, está colhendo agora, em, média, 100 sacas por hectare. Na São Sebastião eles são 11 arrendatários, que dividem 400 hectares. Rubens Accorsi atribui essa produtividade à experiência dos lavradores e ao tamanhos das áreas que, por serem pequenas, podem ser melhor cuidadas. Os arrendatários estão introduzindo ali novas variedades de arroz, adquiridas em Santa Catarina, Estado mais evoluído no Brasil em rizicultura de pequeno porte.
Além de máquinas, equipamentos, variedades mais aptas, aqueles rizicultores começarama usar a pré-germinação, técnica que transmite às lavouras maior potencial de produtividade e mantém os arrozais livres de invasoras e pragas como o arroz. Accorsi destaca, porém, que a São Sebastião está produzindo bem nas várzeas graças, ainda, à tecnologia de drenagem e irrigação, que livrou aquelas áreas baixas da inundação, tornando-as produtivas. Agora, toda água que entra na várzea é controlada: dois transformadores transmitem energia para cinco bombas (três submersas) que retiram a água de um córrego e a despejam nos canais de irrigação, aonde ela chega por gravidade.(J.O.)

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