Gra­ças às con­di­ções de pro­du­ção e a com­pe­tên­cia do pe­cua­ris­ta bra­si­lei­ro, a car­ne con­su­mi­da no Bra­sil é uma das ­mais ba­ra­tas do mun­do. Pou­cos paí­ses dis­po­ni­bi­li­zam uma pro­teí­na tão no­bre a pre­ços tão aces­sí­veis.
­ Após atin­gir pi­cos de
R$ 89,80 em ju­nho, o pre­ço re­cuou pa­ra R$ 80,00 em de­zem­bro. Mas o mer­ca­do re­to­mou as al­tas, em rit­mo ­mais len­to, nos úl­ti­mos ­dois me­ses. Es­sa re­to­ma­da, ­após pe­que­na ‘‘­trégua’’ em de­zem­bro, é atri­buí­da à cri­se mun­dial.
  O pre­ço mé­dio da ar­ro­ba do boi gor­do no Pa­ra­ná au­men­tou 17,2% en­tre ja­nei­ro de 2008 (R$ 71,68) e ja­nei­ro de 2009 (R$ 82,80). ­Após bai­xas su­ces­si­vas no iní­cio do ano, os pre­ços dis­pa­ra­ram em ju­nho. Na se­quên­cia, o ar­ro­ba vol­tou a ­cair sor­ra­tei­ra­men­te du­ran­te o se­gun­do se­mes­tre, mas vol­tou re­to­mou o ní­vel R$ 80,00 nes­te iní­cio de 2009, ­após ope­rar a R$ 79,80 em de­zem­bro.
  Fa­bia­no Ti­to Ro­sa, di­re­tor da ­Scot Con­sul­to­ria, atri­bui a al­ta à que­da de aba­tes. Com a re­du­ção da ofer­ta, as co­ta­ções che­ga­ram a dis­pa­rar du­ran­te o pe­río­do da en­tres­sa­fra, que co­me­ça no se­gun­do se­mes­tre. A ca­pa­ci­da­de é de 70 mi­lhões de ca­be­ças por ano, mas em 2008 o mon­tan­te fi­cou na ca­sa dos 42 mi­lhões. ‘‘Em fun­ção dis­so, o mer­ca­do ope­rou com 40% de ­ociosidade’’, ana­li­sou.
  Ro­sa tam­bém atri­bui à cri­se fi­nan­cei­ra, que co­me­çou a as­so­lar o mer­ca­do em âm­bi­to mun­dial, os au­men­tos de ou­tu­bro e no­vem­bro que re­to­mam seu rít­mo nes­te iní­cio de 2009. ‘‘Is­so tam­bém aju­dou os pre­ços a vol­ta­rem a su­bir, so­ma­dos à ofer­ta ­reduzida’’, de­fi­niu.
São ­duas si­tua­ções. O fi­nal de sa­fra, em ­maio, ele­vou os pre­ços pa­ra pa­ta­ma­res de R$ 80,00/ar­ro­ba em fun­ção da que­da de ofer­ta. Es­ta si­tua­ção per­du­rou até ou­tu­bro e sus­ten­tou os pre­ços até no­vem­bro. Quan­do os pre­ços es­ta­vam em as­cen­são ­veio a cri­se mun­dial que ini­biu a de­man­da.
  Pa­ra o pe­cua­ris­ta An­dré Ca­rio­ba, exis­te a pos­si­bi­li­da­de de o pre­ço vol­tar ‘‘ao ­normal’’ en­tre os me­ses de mar­ço e ­maio, pe­lo me­nos no pe­río­do co­nhe­ci­do co­mo a sa­fra da car­ne bo­vi­na. Mas mes­mo com uma re­du­ção do pre­ço da por­tei­ra pa­ra den­tro e nos fri­go­rí­fi­cos, a di­fe­ren­ça não che­ga ao con­su­mi­dor fi­nal por­que o va­re­jis­ta não tra­ba­lha ­assim’’, cri­ti­ca Ca­rio­ba.

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