Boa opção para pequenas áreas
A proprietária de uma chácara em Foz do Iguaçu, Ana Fenili, 55 anos, iniciou sua criação de rãs procurando reaproveitar as instalações já existentes na propriedade e garantir uma renda alternativa para a família. Um barracão com 190 metros quadrados passou por reformas, adptando-se às necessidades que a ranicultura exige.
Foram construídas 30 baias em alvenaria, todas com água em abundância para garantir um bom desenvolvimento às 500 unidades adquiridas recentemente. Com o funcionamento do frigorífico em São Miguel, estamos voltando a trabalhar aos poucos. Mesmo porque a procura por imagos (fase do anfíbio ideal para comercialização) tem sido muito grande na região, comentou Ana, que já havia criado rãs até 1998. Com a reformulação, o galpão passa a ter capacidade para 10 mil unidades.
A criadora disse ainda que prefere apenas engordar as rãs, já que a produção de matrizes é mais trabalhosa. Os imagos são vendidos por milheiro a um custo médio de R$ 170,00. O peso ideal para o abate, entre 300 e 350 gramas, é atingido por volta dos seis meses. Sobre o preço oferecido pelo Friguaçu - R$ 3,50 para cada quilo vivo - ela afirmou que considera o valor satisfatório, se comparado aos lucros obtidos com a produção agrícola que o pouco espaço pode oferecer. Sabemos que é difícil viver desta renda, mas é um dinheiro que vai ajudar a manter a propriedade, salientou Ana, lembrando ainda que um tanque com 72 metros quadrados está sendo preparado para receber peixes.
O sistema usado pela criadora será o mesmo desenvolvido em aquários domésticos e terá capacidade para manter 7 mil tilápias em cativeiro. Resta apenas introduzir as algas necessárias para enriquecer a água. Até o final do mês, colocaremos as matrizes. (E.D.)





