Boa expectativa em Campo Mourão
A colheita do algodão começou com uma boa expectativa de produção na região de Campo Mourão. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, pelo menos por enquanto não existem fatores que possam comprometer a previsão de dois mil quilos por hectare, em média. No total a região, que plantou 29,3 mil hectares de algodão, espera colher 58,6 mil toneladas.
A estiagem que ocorreu entre dezembro e janeiro não chegou a afetar a produtividade da cultura, garante o chefe do Deral, Edílson de Souza e Silva. Ele frisa a mesma coisa sobre as chuvas que se intensificaram a partir de fevereiro. Havia pouco algodão aberto e por isso as chuvas não deixaram prejuízos. Segundo ele, os produtores só devem começar a se preocupar se as chuvas continuarem, uma vez que a colheita deve ir até maio.
As áreas de algodão na região de Campo Mourão estão em estágios diversos: enquanto em algumas já começou a colheita, outras ainda estão na fasae de frutificação. Por isso Silva acredita que ainda haverá algodão sendo colhido no final da primeira quinzena de maio. O pico da colheita, no entanto, deve acontecer no final deste mês (março). O Deral também não prevê prejuízos elevados por causa de doenças na cultura.
Há problemas de virose em algumas áreas, mas nada que afete a produção total, ressalta Silva. No geral as lavouras estão boas. A má notícia para os produtores é em relação aos preços. Eles estão em queda e a tendência é ficarem abaixo do preço mínimo de R$7,00 a arroba. A área cultivada, que saltou de 17,1 mil para 29,3 mil hectares, também não anima, uma vez que o governo do Estado esperava mais. Além disso, há cerca de 10 anos a região de Campo Mourão chegou a plantar 170 mil hectares de algodão.(Sid Sauer)





