Dezenas de produtores das regiões Sul e Sudeste do Paraná estão com boas expectativas para o final do ano. Cidades como Porto Amazonas, Lapa, Campo Largo, no Sul, e Palmas, no Sudeste do Estado, possuem a maior concentração de produtores de frutas quando se pensa nas vendas de Natal e Ano Novo. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o foco é a maçã precoce, frutas de caroço e uva. Já em Palmas, a maioria das áreas é de maçã, mas para colheita em abril.
Uma dos grupos de produtores que atua forte em ambas as regiões é a Associação dos Fruticultores do Paraná (Frutipar). Segundo o presidente da entidade, Ivanir Leopoldo Dalanhol, a concentração de frutas para as festas de final do ano é maior na RMC. Ele explica que a expectativa é colher de 28 mil a 30 mil toneladas de maçã no mês de dezembro.
"Nesta região, não há grandes problemas com a geada tardia e por isso a produção deve fechar positiva. Em Palmas, geralmente a maçã é colhida em abril. Poucos se aventuram na maçã precoce, devido à situação climática da região. Este ano mesmo, a quebra foi de 90% para aqueles que se arriscaram, mas é uma área muito pequena", explica Dalanhol. Ele trabalha numa área de 60 hectares em Palmas e espera colher duas mil toneladas das variedades Fuji e Gala.
No que diz respeito à comercialização da maçã, Dalanhol comenta que no início de dezembro o produtores associados fazem reuniões para balizar o preço, de acordo com a safra nacional e as expectativas de mercado. "Nossa expectativa é de safra boa e preços cheios, já que o estoque das duas variedades de maçã é pequeno atualmente", diz.
Outro associado da Frutipar é o fruticultor Paulo Carlos Cosmo, que trabalha em duas áreas que totalizam 150 hectares, nas cidades de São José dos Pinhais e Lapa. Do total produzido, 30% é de pêssego e outras frutas de caroço, 30% ameixa e 30% de maçã.
"Tivemos alguns momentos de temperatura alta no inverno, o que atrapalha um pouco. Mas este ano não tivemos situações de geada tardia, como ocorreu em 2013. Todas as culturas estão dentro da normalidade, não deverei ter nenhuma quebra de produção. Até agora as frutas estão bonitas, saudáveis. Tivemos chuvas amenas e sem sustos com granizo", relata Cosmo, sobre o andamento da lavoura este ano.
A expectativa dele é colher 500 toneladas de pêssego e ameixa e outras 500 toneladas de maçã. "Estamos apostando em frutas saborosas e de excelente aparência para atrair os consumidores pelos olhos", prevê. (V.L.)

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