O produtor de ovos Dirceu Pontalti Cortez, sócio proprietário da Granja Feliz, de Arapongas, define a sobrevivência neste mercado em apenas uma palavra: administração. À frente do negócio familiar há 25 anos – que foi iniciado pelo seu pai, José Cortez, em 1968 – comenta que quem atua na atividade já está acostumado com a margem de lucratividade pequena. "O que aconteceu em 2012 não foi novidade. Com esta baixa rentabilidade, o produtor precisa estar muito bem afinado na administração do negócio. Além dos preços do milho e da soja, o que está pesando para nós são os valores da embalagem, diesel, pedágio. Tudo isso precisa estar bem alinhado no balanço mensal."
A Granja Feliz – que possui um plantel de 240 mil aves e produção de 170 mil ovos dia – permaneceu com produção estável em 2012. Cortez comenta que a produtividade "vinha aumentando até o ano passado". Além do quesito administrativo, o produtor relata que a outra dificuldade do setor, na sua opinião, é encontrar trabalhadores empenhados na função.
Para lidar com este problema, Dirceu teve uma ideia bem inteligente: construiu 20 casas para que seus funcionários morassem dentro da sua propriedade, diminuindo a rotatividade nas vagas. "Desta forma, eles não têm gastos com combustível, moradia, água, luz. Além disso, poucos colaboradores precisam trabalhar no domingo. Agora estou com o meu quadro de funcionários estabilizado."
O auxiliar de manutenção, Claudemir de Jesus Pereira, mora há seis meses na Granja Feliz com sua esposa e filhos. Ele diz que com os custos básicos quase isentos, consegue poupar e pensar na compra futura de sua casa própria. "Estou ganhando um pouco mais e penso em comprar minha casa para poder curtir minha aposentadoria", relata.

2013
Para 2013, em sintonia com o que a Apavi projeta, a ideia do produtor Dirceu Cortez também é aumentar a sua produção em pelo menos 25%. "Nosso projeto de ampliação começou em 2004 e ainda não está concluído. Acredito que em mais dois anos, 90% da granja estará automatizada. Com 25 anos na atividade, precisamos pensar sempre em atingir um novo patamar", relata.
Para atingir maior produtividade, Dirceu investe no adensamento das galinhas com qualidade, com cerca de 12 aves por metro quadrado e oito delas para cada bebedouro. "Em uma unidade mais moderna, ficam por volta de 20 mil aves. O investimento para cada unidade desta fica em torno de R$ 400 mil, já com as galinhas inseridas no sistema" (V.L.)

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