Que o preço pago pelo boi gordo está baixo todo pecuarista já sabe. Porém, é para melhorar os rendimentos que a economista da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), Fabiana Salgueiro Perobelli, orienta que o produtor deve buscar planejamento na hora de comercializar a produção. Uma das melhores opções de diversificação, segundo ela, seria investir nas vendas através da BM&F. Fabiana esteve em Londrina no final da última semana, quando falou aos pecuaristas.
Fabiana aponta que os preços da carne continuam em baixa, principalmente, por causa do baixo consumo interno. Mesmo exportando 18% do que é produzido no Brasil, o percentual não é suficiente para retirar o excesso de oferta e melhorar a remuneração paga pelo produto, analisa. Essa baixa nos preços do boi gordo se mantém há três anos sem recuperação.
Enquanto o consumo interno não cresce a opção para os produtores brasileiros é exportar. Entretando, o dólar em baixa não incentiva os produtores a venderem o produto no mercado externo. ''Apesar do preço no exterior estar ruim, ainda está melhor do que o produtor pegar essa carne e jogar no mercado interno baixando ainda mais o preço aqui'', analisa. Outro problema no mercado externo é que a Europa está aumentando o consumo de frango e produtos suínos e diminuíndo o de carne de gado, relata Fabiana. Dessa forma, o preço internacional também está baixando.
Com o quadro de mercado nada animador para os produtores neste ano, Fabiana menciona que apenas alguma mundaça climática como uma grande seca afetando a produção poderia diminuir a oferta e interferir no preço do produto.
Para tentar contornar o cenário de preços baixos, a economista afirma que o pecuarista deve ter planejamento e ser organizado também na hora de colocar o produto no mercado. ''O problema é que a maioria dos produtores nem sabe qual é o custo de produção e vai reclamar do preço na porta do frigorífico quando quer vender o boi gordo'', avalia.

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