Biossistema integrado se paga em 2,5 anos
Um dos projetos de BSI foi implantado na granja Pretto, em Toledo. O administrador Darci José Backes afirma o sistema trata 17 mil litros de dejetos das 500 matrizes da Unidade Produtiva de Leitões (UPL). O biogás produzido na propriedade move dois motores de 120 cv, que fazem o bombeamento de água e movem um moinho de quebra de milho. Durante o verão, a energia é suficiente para o funcionamento dos motores durante 24 horas.
Nos tanques, são criados tilápias, carpas, corimbas, conhecidos como peixes filtradores. ''Numa análise feita pelo Tecpar não foi encontrado nenhum patógeno nesses tanques'', diz Backes. O projeto, piloto na região, foi implantado em 2001 por meio de uma parceria com o Tecpar e envolveu o Banco do Brasil, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e prefeitura de Toledo.
O técnico Alexandre Takamatsu, do Tecpar, afirma que a instalação do sistema numa Unidade Produtiva de Leitões (UPL) de 300 matrizes teria um custo aproximado de R$ 30 mil, que se paga em dois anos e meio. Uma unidade desta dimensão contém um biodigestor, uma lagoa de sedimentação, um tanque de algas e um tanque de peixes.
Segundo Takamatsu, nos oito anos do projeto foram instaladas oito unidades no município de Toledo. Ele acredita que o funcionamento dos BSIs podem inspirar outros produtores a adotar a tecnologia. ''A região de Toledo é referência também em número de biodigestores instalados, principalmente através do Programa 3S (Suinocultura Sustentável Sadia)'', relata o técnico.
José Batista Manfio, vice-presidente administrativo da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) afirma que o BSI tem como vantagem, além da produção de biogás, a eliminação da carga poluente dos dejetos, solução que tem o aval dos órgãos ambientais. A APS realiza estudos sobre a viabilidade da implantação do sistema para atender grupos de pequenos produtores. (R.C.)





