''O plantio direto aumenta toda a biodiversidade, tanto positiva como também a negativa'', afirma o produtor Herbert Bartz, pioneiro do plantio direto no País. Para ele, revolver a terra não é a melhor opção no controle de pragas potenciais, como as lesmas. ''Quando mexemos o solo abrimos mão de uma boa parcela da fertilidade e dos microorganismos que dão vida aos solos. Jogamos fora de 3 a 5 anos de acúmulo de matéria orgânica'', justifica.
Um eficiente manejo de pragas e um equilíbrio generalizado do ambiente, são para Bartz, ferramentas importantes no controle natural de pragas e insetos. ''O acúmulo de lesmas ocorre quando há excesso de umidade. Períodos longos de estiagem, como o que estamos enfretando, acabam com esses insetos. A palhada entretanto, garante um período mais longo de umidade no solo'', destaca.
Bartz cita ainda que solos revolvidos, sem cobertura da palhada ficam com a temperatura muito elevada. ''Eliminam sim pragas como as lesmas. Mas provocam outros estragos nas lavouras, como a perda na capacidade de germinação das sementes. É preciso avaliar o que é mais interessante'', sugere.
Pela experiência que acumula em sua propriedade, o produtor atesta que quando o ambiente está equilibrado, pragas como a mosca-branca e o piolho-de-cobra não promovem danos econômicos.
O produtor aconselha ainda uma boa rotação de culturas como estratégia eficiente no controle desses insetos. ''Monocultura não é o melhor modelo para o Brasil'', finaliza.

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